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Com mais de 30 parceiros, Australian Open se consolida como Grand Slam mais rentável

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Com mais de 30 parceiros, Australian Open se consolida como Grand Slam mais rentável

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O Australian Open reforçou sua posição como o Grand Slam comercialmente mais importante do circuito. A Tennis Australia projeta receita acima de AUD$ 900 milhões (cerca de US$ 600 milhões), impulsionada por um modelo de negócios equilibrado entre transmissão, bilheteria e patrocínios.

Projeta-se que a distribuição das receitas segue relativamente uniformidade: 35% vêm de direitos de mídia, outros 35% de ingressos, 20% de parcerias comerciais e 10% de fontes complementares, como ativações e hospitalidade.

Premiação

premiação total de US$ 111,5 milhões (+16% na comparação anual) representa entre 16% e 20% da receita total do evento e sinaliza uma escolha estratégica da entidade organizadora.

O aumento foi concentrado não apenas nos campeões (que vão receber US$ 4,15 milhões cada) , mas também nas rodadas iniciais e no qualifying, que teve reajuste médio de 16% e incremento de 67% no suporte de viagens.

Isso tudo para ampliar a sustentabilidade da base do circuito e fortalecer o produto esportivo no médio prazo.

Patrocínios

No eixo comercial, o torneio opera com mais de 35 patrocinadores, (veja aqui a lista) organizados em categorias Major, Associate e Partner, com presença forte de marcas de tecnologia, saúde e lifestyle. 

A renovação do ANZ, agora como banco oficial do Australian Open e detentor dos naming rights da ANZ Arena, exemplifica a profundidade das parcerias, que combinam exposição, ativação cultural e acesso ampliado ao público por meio do Ground Pass. 

Direitos de TV

Os direitos de transmissão seguem como principal pilar individual de receita. O contrato com a Nine, avaliado em AUD$ 425 milhões (US$ 283 milhões) por cinco anos, sustenta uma grande audiência doméstica de 13 milhões de espectadores em 2025, enquanto o alcance internacional mantém crescimento via streaming, com alta de 13% na Europa.

Mesmo com oscilações pontuais nos EUA, o Australian Open preserva escala global, superando 35 milhões de espectadores em mercados como Itália e outros países europeus.

Ingressos

Por fim, a bilheteria segue como motor essencial, apoiada por uma estratégia de volume e acessibilidade. Os ingressos variam de apenas AUD$ 10 (US$ 6) no Ground Pass a pacotes premium acima de AUD$ 17 mil (US$ 11,3 mil), com 70% das vendas concentradas nos acessos gerais.

O qualifying já bateu recordes de público, com até 29 mil pessoas no primeiro dia, e a expectativa é superar 1 milhão de torcedores ao longo do torneio principal.

O Australian Open consolida, assim, um modelo que combina escala, experiência e monetização sem depender de um único pilar.

O conteúdo desta publicação foi retirado da newsletter semanal Engrenagem da Máquina, da Máquina do Esporte, feita para profissionais do mercado, marcas e agências. Para receber mais análises deste tipo, além de casos do mercado, indicações de eventos, empregos e mais, inscreva-se gratuitamente por meio deste link. A Engrenagem conta com uma nova edição todas as quintas-feiras, às 9h09.Tags: Australian Open, Tênis, Grand Slam, Negócios do Esporte, Patrocínio, Direitos de Transmissão

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Torneio projeta receita superior a US$ 600 milhões apoiado em equilíbrio entre direitos de TV, bilheteria e patrocínios
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