O SBC Notícias Brasil entrevistou o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) e a agência We após o impacto positivo da campanha “Chega de Bode na Sala”, criada para alertar apostadores e autoridades sobre os riscos das apostas ilegais no país.
Segundo Fernando Vieira, presidente executivo do IBJR, a iniciativa foi pensada para conscientizar e mobilizar: “Buscamos mostrar os prejuízos sociais e econômicos que as operadoras clandestinas causam e reforçar a importância de escolher apenas plataformas regulamentadas pelo Governo Federal”, afirmou.
A campanha passou por pré-teste com mil pessoas em todos os estados e registrou índices acima da média: 78% dos entrevistados destacaram a credibilidade do conteúdo e 77% avaliaram a campanha como altamente agradável. Vieira destaca que as cenas com o personagem “bode” ajudaram a traduzir um tema complexo de forma acessível, garantindo boa recepção tanto do público quanto de formadores de opinião.
O tom bem-humorado foi uma escolha estratégica. Para Carlos Scheleder, diretor executivo de criação da We, o humor foi usado como recurso de comunicação responsável: “Não se trata de piada sobre um problema sério. A metáfora do ‘bode na sala’ mostra de forma clara como as apostas ilegais invadem o cotidiano”.
A estratégia de mídia foi desenhada para alcançar tanto o público geral quanto as autoridades. Gustavo Gaion, VP de Mídia da agência, explicou sobre a expansão da campanha, afirmando que “Brasília teve destaque com inserções no aeroporto e filme de TV exclusivo. A TV aberta e o rádio garantiram cobertura em regiões estratégicas, enquanto as redes sociais ampliaram o alcance nacional. O hotsite complementa a ação com informações sobre como identificar operadoras regulamentadas”.
A vice-presidente de Planejamento e Conteúdo da We, Gisela Toledo, ressaltou que trabalhar com um setor sensível como o de apostas exige rigor: “Nosso compromisso foi manter a campanha ética e educativa, reforçando a proteção ao consumidor e a credibilidade do IBJR como porta-voz do mercado”.
Outro ponto enfatizado pelo IBJR foi a preocupação com menores de idade. Vieira lembrou que a campanha seguiu integralmente as regras do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR), que determinam que todos os modelos sejam maiores de 21 anos.
“As apostas ilegais expõem crianças e adolescentes por não exigirem nenhum tipo de verificação. Esse é um dos principais motivos pelos quais reforçamos a necessidade de combater o mercado clandestino”, acrescentou.

Por enquanto, a campanha é apoiada apenas pelo IBJR e seus associados, mas o instituto já estuda parcerias futuras para ampliar a mensagem. Vieira também destacou que o uso do domínio .bet.br tem como objetivo dar clareza ao consumidor em nível federal: “Somente as plataformas regulamentadas pelo Governo Federal podem operar em todo o Brasil”.
Além do IBJR: PL exige alertas em propagandas de apostas esportivas
Nesta quarta-feira, 24, o deputado Bandeira de Mello (PSB-RJ) protocolou o Projeto de Lei nº 4.755/2025 na Câmara dos Deputados, que altera a Lei nº 14.790/2023 para estabelecer regras sobre a publicidade de apostas de quota fixa.
A proposta prevê que todas as peças publicitárias do setor incluam mensagens de advertência, orais e escritas, sobre os riscos das apostas, com conteúdo definido pelo Ministério da Saúde. Em transmissões esportivas patrocinadas por empresas de apostas, inclusive treinos, reprises e compactos, as emissoras deverão exibir gratuitamente avisos de pelo menos 30 segundos na abertura e no encerramento das partidas.
“O projeto busca conscientizar sobre os riscos financeiros e de saúde mental das apostas, incentivando práticas mais responsáveis”, afirmou o deputado.
O texto também autoriza o Ministério da Saúde a instalar mensagens fixas de advertência nos locais dos eventos esportivos, cabendo aos organizadores garantir espaço para a sinalização.
Na justificativa, Mello ressaltou que a publicidade intensa pode estimular comportamentos compulsivos e prejudicar grupos vulneráveis, como crianças e adolescentes. O parlamentar destacou que o objetivo é equilibrar a liberdade de expressão com a proteção social.
A proposta será analisada pelas comissões da Câmara e, se aprovada, seguirá para votação em plenário.
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