ANJL destaca queda em indicadores financeiros entre apostadores após pesquisa Datafolha
A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) afirmou que a pesquisa mais recente do Instituto Datafolha reforça o entendimento de que as apostas não representam a principal causa do endividamento da população brasileira.
Conforme a entidade, o levantamento mostra redução em indicadores relacionados aos impactos financeiros das bets e estabilidade no percentual de brasileiros que afirmam apostar.
De acordo com a pesquisa, 7% dos entrevistados disseram participar de apostas, percentual que permaneceu igual ao registrado em novembro de 2024, antes da entrada em vigor da regulamentação do mercado.
Para a ANJL, o resultado contraria a percepção de que houve um crescimento expressivo do hábito de apostar após a regulamentação.
Entre os indicadores destacados pela associação, a pesquisa apontou queda de 44% para 35% no número de apostadores que afirmaram comprometer as próprias finanças com apostas.
O levantamento também registrou redução de 13% para 6% entre aqueles que deixaram de pagar contas para apostar.
Além disso, o percentual de entrevistados que disseram deixar de comprar algum produto para utilizar o dinheiro em apostas caiu de 19% para 11%. Já os apostadores que recorreram a empréstimos para apostar passaram de 15% para 8%.
O que mostram os dados da pesquisa Datafolha
Outro resultado destacado pela ANJL envolve o gasto médio com cassinos online. Conforme a pesquisa, o valor caiu de R$ 354 em 2024 para R$ 232 no levantamento mais recente, uma redução de 34%.
Na avaliação da associação, esse resultado contraria a tese de que os brasileiros estariam reduzindo despesas essenciais para aumentar os gastos com apostas.
Plínio Lemos Jorge, presidente da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), afirmou:
“Os dados trazidos pelo Datafolha contrariam, de forma técnica, suposições que têm sido divulgadas por detratores do mercado de apostas, como se as bets fossem a grande destruidora da saúde financeira e mental dos brasileiros.”
Segundo a entidade, o intervalo entre os levantamentos também permite avaliar os efeitos das medidas adotadas após a regulamentação do setor, incluindo ferramentas voltadas ao jogo responsável e ações de fiscalização contra operadores ilegais.
Levantamento aponta estabilidade no número de apostadores
A pesquisa ouviu quase 2 mil pessoas em 139 municípios brasileiros, incluindo regiões metropolitanas e cidades do interior. Entre os entrevistados, apenas 4% afirmaram acessar cassinos online com frequência.
Para a ANJL, o resultado indica que essa prática não alcança a maior parte da população, diferentemente do que apontam críticas direcionadas ao setor.
Jorge afirmou:
“Por se tratar de uma pesquisa completamente anônima, não há razão para supor que as pessoas entrevistadas pelo Datafolha mentiriam. Assim, isso nos dá um raio-x importante da realidade, mostrando que a extensão dos impactos negativos das apostas está muito abaixo do que se imaginava.”
A associação também destacou que a divulgação do levantamento ocorre em um momento próximo ao início do período eleitoral. Segundo a entidade, os dados podem contribuir para reduzir a disseminação de informações falsas sobre o mercado de apostas durante a campanha.
Jorge avaliou:
“A pesquisa mostra que houve estabilização no número de apostadores, assim como na frequência das apostas. Ao mesmo tempo, houve redução significativa no gasto médio mensal com cassinos on-line.
Portanto, as bets estão sendo encaradas como mais uma forma de entretenimento pela maioria dos apostadores.”
A ANJL defende que os resultados da pesquisa evidenciam os efeitos da regulamentação do setor e das iniciativas voltadas ao jogo responsável, além de indicar estabilidade no perfil dos apostadores brasileiros.
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