A Associação Chinesa de Futebol (CFA) anunciou punições severas contra 13 clubes profissionais envolvidos em esquemas de corrupção e manipulação de resultados. O Ministério de Segurança Pública e a Administração Geral do Esporte divulgaram as medidas no dia 29 de janeiro.
As autoridades baniram permanentemente 73 indivíduos de atividades ligadas ao esporte e aplicaram multas financeiras significativas. A ação faz parte de uma ampla campanha anticorrupção do governo chinês para garantir a lisura e a integridade das competições nacionais.
Quais motivos levaram ao banimento de dirigentes e treinadores
O comunicado oficial afirma “as punições foram estabelecidas após uma revisão sistemática das irregularidades”. Além disso, a lista de banidos vitalícios inclui Li Tie, antigo treinador da seleção chinesa entre os anos de 2019 e 2021.
O ex-atleta possui passagens pela Premier League e cumpre pena de vinte anos de prisão por crimes de suborno. Entretanto, o nome de Chen Xuyuan também aparece entre os punidos com o afastamento definitivo do futebol.
O antigo presidente da federação, que exerceu o cargo de 2019 a 2023, recebeu sentença de prisão perpétua. Ele aceitou subornos que ultrapassam o valor de 57 milhões de reais.

Impacto das punições na Superliga Chinesa 2026
As sanções afetam diretamente a classificação inicial da Superliga Chinesa (CSL), cuja temporada 2026 está prevista para começar em março.
Consequentemente, 11 das 16 equipes da primeira divisão começarão o campeonato nacional com uma contagem de pontos negativa.
Adicionalmente, o comitê disciplinar aplicou penalidades específicas aos clubes envolvidos nas investigações governamentais:
- Shanghai Shenhua (vice-campeão em 2025) e Tianjin Jinmen Tiger: sofreram as punições mais rígidas com a perda de dez pontos. Similarmente, as autoridades aplicaram multas de um milhão de yuans, valor que corresponde a aproximadamente 747 mil reais.
- Shanghai Port (atual tricampeão) e Beijing Guoan: iniciam a competição com cinco pontos a menos na tabela de classificação. Todavia, os times pagarão multas de 400 mil yuans, equivalentes a cerca de 299 mil reais.
Portanto, as medidas visam punir a manipulação de resultados e a corrupção no cenário esportivo do país asiático.
Ao mesmo tempo, os órgãos reguladores buscam desestimular novas práticas ilícitas entre os profissionais do setor. Sobretudo, a integridade competitiva permanece como o objetivo central das intervenções realizadas pelas autoridades chinesas.
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