O Barcelona oficializou a saída da Superliga Europeia no último sábado (7), comunicando às entidades envolvidas que não seguirá no projeto. A decisão deixa o Real Madrid como único clube fundador ainda vinculado à iniciativa.
O clube da Catalunha havia aderido à Superliga em abril de 2021, ao lado de Real Madrid e Atlético de Madrid. O projeto, que reunia inicialmente 12 clubes, perdeu força após a retirada das equipes da Premier League em menos de 72 horas.
Em junho de 2024, a Juventus também anunciou a retirada, restando, desde então, apenas os dois clubes espanhóis.
Retorno
Em outubro do ano passado, Joan Laporta, presidente do Barcelona, afirmou que o clube buscava restabelecer relações com a Uefa e retornar à Associação de Clubes Europeus (ECA).
“O Barcelona anuncia hoje [sábado (7)] que notificou formalmente à Companhia Superliga Europeia e os clubes envolvidos sobre sua desistência do projeto da Superliga Europeia”, declarou a equipe, em um comunicado oficial.
Os clubes que deixaram a competição já foram reintegrados à ECA, movimento que o Barcelona agora pretende seguir.
Real Madrid
Com a saída do arquirrival, o Real Madrid permanece como único integrante da Superliga. Em outubro, o clube afirmou que buscaria “indenizações substanciais” da Uefa, alegando perdas financeiras relacionadas ao fracasso da competição.
Segundo documentos citados pelo diário britânico Financial Times, o Real Madrid estima prejuízos entre € 4,5 bilhões e € 4,7 bilhões, envolvendo bilheteria, transmissões e receitas comerciais. O clube planeja pedir indenização superior a € 4 bilhões à Uefa.
Perspectiva
Apesar da insistência do Real Madrid e da A22, promotora do torneio, que renomeou o projeto para Liga Unificada, o cenário de uma competição separatista rival à Champions League parece cada vez menos viável.
A proposta reformulada prevê quatro divisões com 96 clubes, mas no momento conta com a participação de apenas um, o Real Madrid.
Renúncia
Nesta segunda-feira (9), Joan Laporta, presidente do Barcelona, apresentou sua renúncia do cargo. A decisão é apenas parte da estratégia para o atual mandatário poder concorrer à reeleição para o Conselho de Administração da equipe, que será no dia 15 de março. O edital de convocação do pleito foi publicado justamente nesta segunda (9).
Junto com Laporta, renunciaram vários membros da atual diretoria para poder participar do processo eleitoral. Saíram Elena Fort (vice-presidente da área institucional) e Rafael Escudero (vice-presidente da área social), além de Ferran Oliver, Josep Maria Albert, Xavier Barbany, Miquel Camps, Aureli Mas, Xavier Puig e Joan Soler i Ferré, todos membros da atual diretoria.
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Decisão do clube da Catalunha é o mais recente revés para a competição separatista
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