Bate-bola com Allison Santos, Vbet: proteção ao jogador

O SBC Summit Rio 2026 está se aproximando. Com o evento marcado para acontecer entre os dias 3 e 5 de março, o Riocentro receberá cerca de 15 mil profissionais da indústria ao longo dos três dias. Os participantes poderão aproveitar eventos noturnos de networking, piso de exposição, oportunidades para negócios, painéis de discussão e festival gastronômico.

Allison Santos
Crédito: Allison Santos, LinkedIn

Para antecipar alguns dos tópicos que serão discutidos na terceira edição do SBC Summit Rio, após o primeiro ano de mercado regulamentado, Allison Santos, Ombudsman e diretor de Jogo Responsável da Vbet, um dos palestrantes do painel “Proteção ao jogador: muito mais que um item de regulamentação”, conversou com o SBC Notícias Brasil.


SBC Notícias Brasil: Na sua visão, qual foi a principal mudança no campo da proteção ao jogador após a regulamentação do setor e a entrada em vigor da Lei nº 14.790/2023?

Allison Santos: Responsabilidade. A principal mudança é que o jogo responsável deixou de ser uma opção e virou uma obrigação legal.

Antes da Lei nº 14.790/2023, proteger o jogador era uma “boa prática” voluntária. Agora, é um dever de diligência mandatória, imposto pela regulamentação. Isso significa que as operadoras são legalmente obrigadas a identificar e intervir ativamente quando notam um jogador em risco, e não podem mais esperar que o jogador se autoexclua. A responsabilidade pela omissão agora recai também sobre a empresa.


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SBC Notícias Brasil: Quais pontos você considera mais desafiadores da Lei das Apostas para operadores em relação ao jogo responsável?

Allison Santos: Me preocupo que, ao cumprir a lei, empurramos os jogadores com problemas para o mercado não regulado. A lei exige que o RG [Responsible Gambling] vá além de apenas limitar apostas; ele precisa se conectar com a realidade social. O maior desafio é fazer as operadoras entenderem que, no Brasil, o departamento de RG é o primeiro ponto de contato com uma questão que pode se tornar de saúde pública.

SBC Notícias Brasil: De que forma você acredita que a regulamentação está promovendo transformação estrutural nas operações das casas de apostas, especialmente no uso de dados e na análise comportamental para decisões mais ágeis e eficazes na proteção ao jogador?

Allison Santos: A regulamentação está promovendo uma transformação estrutural ao exigir que a análise de dados e a ação ativa seja a prioridade no lugar da ação reativa. Isso força as casas a integrar sistemas de monitoramento contínuo (como o nosso Umbrella) para identificar padrões de risco. 

SBC Notícias Brasil: Como a Vbet – e as operadoras em geral – podem fortalecer a proteção ao jogador? Quais tecnologias, práticas e ferramentas são essenciais para prevenir fraudes, comportamentos de risco e o desenvolvimento da ludopatia?

Allison Santos: Para a VBET e a indústria, é essencial:

  • Psicoeducação constante: usar a comunicação para normalizar a vulnerabilidade e ensinar o jogador a reconhecer os sinais de risco sem culpa.
  • Tecnologia proativa: utilizar sistemas de análise de dados (como o Umbrella) para intervenção imediata, propondo limites antes que o cliente peça.
  • Acessibilidade e usabilidade: Ggarantir que ferramentas como a autoexclusão sejam extremamente fáceis de encontrar e acionar, sem burocracia.
  • Parceria com saúde: fortalecer o vínculo com a rede de saúde mental (CVV, Jogadores Anônimos), posicionando a operadora como uma ponte ativa para o tratamento.

SBC Notícias Brasil: De que forma é possível construir cultura organizacional que trate a proteção ao jogador como prioridade estratégica, e não apenas como exigência legal?

Allison Santos: O RG protege a reputação e a longevidade da marca, e é aceitável perder receita de um cliente de alto risco para evitar danos morais e legais futuros.

A construção de uma cultura que prioriza a proteção ao jogador como estratégia exige que o jogo responsável (RG) seja internalizado como um pilar de sustentabilidade do negócio, e não apenas como um custo regulatório. Para isso, é fundamental que a liderança estabeleça o tom. 

Em seguida, é necessário integrar o RG às métricas de desempenho (KPIs) de todas as áreas (Compliance, Risco, Atendimento), recompensando a intervenção proativa e a qualidade do encaminhamento. 

Por fim, o treinamento deve focar na empatia e na escuta ativa, transformando os colaboradores em agentes de cuidado que veem o RG como uma ferramenta essencial para a manutenção da licença social para operar no mercado brasileiro.

SBC Notícias Brasil: Mesmo depois de um ano de regulamentação, por que discutir esses temas no SBC Summit Rio continua sendo fundamental para a evolução da indústria no Brasil?

Allison Santos: É fundamental, pois a regulamentação está na fase crucial de amadurecimento e de enfrentamento da jurisprudência. Não basta apenas cumprir o que a lei exige; a indústria precisa estabelecer um padrão unificado sobre como a intervenção proativa deve ser feita e como mensurar sua eficácia real, especialmente com a pressão da SPA e a escalada do risco legal no Brasil. 

O Summit serve como um fórum essencial para compartilhar as lições aprendidas sobre a integração de ferramentas na proteção, alinhar as práticas éticas, sobretudo, internalizar que a proteção ao jogador é o único caminho para a sustentabilidade e a credibilidade do setor.

SBC Notícias Brasil: Para você, o que torna o SBC Summit Rio um palco estratégico para discutir proteção ao jogador? De que forma sua participação – e de tantos outros palestrantes – contribui para fortalecer as práticas de jogo responsável no mercado brasileiro?

Allison Santos: O SBC Summit Rio é um palco estratégico porque consegue reunir, no Brasil, os três pilares decisivos para a evolução do setor: reguladores, operadoras internacionais e líderes de mercado. 

Minha participação, e a de outros palestrantes, contribui de forma crucial, pois levamos o conhecimento prático da “linha de frente”, as dores e os sucessos da implementação do jogo responsável no dia a dia. Isso permite estabelecer padrões de excelência para a indústria e facilita o diálogo direto com o regulador (SPA), ajudando a garantir que as futuras regulamentações sejam eficazes, exequíveis e justas. 

É onde a prática encontra a política, fortalecendo o mercado através da responsabilidade compartilhada.

Os ingressos para o SBC Summit Rio 2026 estão disponíveis aquiOperadores e afiliados podem solicitar ingressos VIP gratuitamente. 

Garanta seu lugar no evento com o VIP Event Pass por R$ 3 mil e tenha acesso a todas as conferências, ao piso de exposição, aos eventos exclusivos de networking e ao festival gastronômico. Para grupos de três ou mais pessoas, adquira o Group Pass Discount e economize R$ 1.200 por ingresso.

O evento conta, ainda, com o Expo+ Pass, disponível por R$ 500, que garante acesso integral ao piso de exposição e às conferências, além do Expo Only Pass, gratuito, que oferece acesso restrito ao piso de exposição.

O SBC Summit Rio 2026 está se aproximando. Com o evento marcado para acontecer entre os dias 3 e 5 de março, o Riocentro receberá cerca de 15 mil profissionais 


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