Diretora da empresa analisa a nova fase do mercado regulado, destaca os planos de expansão e reforça o compromisso com crescimento sustentável e parcerias de longo prazo.
Entrevista exclusiva.- Com o mercado brasileiro de apostas vivendo seu primeiro ciclo completo sob regulamentação e movimentando bilhões em receita, a EGT Brasil chega ao SBC Summit Rio com foco em consolidação estratégica, expansão disciplinada e fortalecimento de parcerias de longo prazo.
Nesta entrevista, Celina Guedes, diretora da EGT Brasil, detalha os objetivos comerciais da empresa, apresenta os principais lançamentos e analisa as transformações no comportamento do jogador brasileiro em um cenário cada vez mais orientado por compliance, tecnologia e sustentabilidade.
Quais são os principais objetivos da EGT Brasil para o SBC Summit Rio este ano, tanto em termos de resultados comerciais quanto de posicionamento de marca?
O SBC Summit Rio representa um momento decisivo para o mercado regulado de jogos no Brasil.
Em 2025, o mercado licenciado de apostas no país gerou aproximadamente R$ 37 bilhões (cerca de US$ 7 bilhões) em receita bruta de jogos (GGR) em seu primeiro ano completo sob regulamentação, posicionando firmemente o Brasil entre os mercados emergentes mais relevantes do mundo. Essa dimensão muda o nível da conversa.
Nosso objetivo no SBC vai além de fechar acordos comerciais de curto prazo. Estamos focados em fortalecer parcerias estratégicas com operadores licenciados que estão construindo negócios sustentáveis dentro desse novo marco regulatório.
Do ponto de vista de marca, queremos que a EGT seja reconhecida não apenas como fornecedora de conteúdo, mas como uma parceira de longo prazo que entende de compliance, escalabilidade e dinâmica do mercado local. Em um mercado desse porte e com esse ritmo de crescimento, credibilidade e excelência operacional são os fatores que diferenciam os fornecedores.
Quais novos produtos a EGT está destacando no estande este ano?
Entre os principais destaques estarão os novos Terminais de Vídeo Loteria Super Sorte 27/27 ST e Super Sorte 43V. O Super Sorte 27/27 ST é um gabinete slant top com dois monitores touchscreen Full HD de 27 polegadas com resolução 4K UHD, proporcionando uma experiência de jogo dinâmica e equilibrada. Já o modelo vertical Super Sorte 43V oferece uma jornada imersiva com sua tela curva touchscreen Full HD de 43 polegadas em formato grande. Ambos os terminais contam com iluminação digital em LED, sistema de som surround e teclado eletromecânico com botões físicos, garantindo interação confortável e precisa durante o jogo.
Como a presença da EGT Brasil evoluiu nos últimos 12 meses?
Os últimos 12 meses foram transformadores.
Com a regulamentação totalmente implementada em janeiro de 2025 e o mercado já atingindo dezenas de bilhões de reais em GGR, os operadores migraram de uma expansão agressiva para um crescimento estruturado e orientado por compliance.
Nesse período, a EGT Brasil passou de uma fase de entrada no mercado para uma consolidação estruturada. Reforçamos nossa presença local, fortalecemos as equipes comerciais e técnicas e alinhamos integralmente nossas operações ao novo marco regulatório.
Mais importante ainda, nossa presença evoluiu em termos de percepção. Deixamos de ser vistos como um fornecedor internacional testando oportunidades e passamos a ser reconhecidos como um stakeholder comprometido com o ecossistema regulado brasileiro, investindo localmente e construindo parcerias de longo prazo.
Quais integrações ou instalações estão previstas para os próximos meses e como elas apoiam os planos de expansão?
Nossa próxima fase é de execução e expansão controlada.
Temos múltiplas integrações com operadores licenciados em estágio avançado, incluindo integrações diretas e ampliação de parcerias com agregadores.
Os operadores agora priorizam conteúdo certificado, confiabilidade técnica e implantação rápida. Nossos próximos go-lives estão alinhados a essa demanda, ampliando nossa distribuição e reforçando nossa presença em diferentes perfis de operadores.
Ao mesmo tempo, estamos totalmente preparados para possíveis avanços no segmento físico (land-based). Caso a discussão regulatória avance nessa direção, a expertise global da EGT nesse segmento nos posiciona para responder imediatamente com soluções certificadas e prontas para o mercado.
Quais são as mudanças mais significativas no comportamento dos jogadores no Brasil?
O comportamento do jogador brasileiro está claramente amadurecendo.
Antes da regulamentação, aquisição e bônus impulsionavam grande parte do engajamento. Hoje, com milhões de usuários interagindo em plataformas licenciadas, observamos maior conscientização sobre credibilidade de marca, segurança nos pagamentos e ferramentas de jogo responsável.
Também há uma diversificação do engajamento. Embora as apostas esportivas ainda sejam dominantes, o cassino online, especialmente slots, vem ganhando força como vertical de entretenimento de longo prazo, e não apenas como complemento transacional.
O Brasil é um mercado fortemente mobile-first, e a experiência do usuário tornou-se fator decisivo. Os jogadores esperam cadastro simplificado, pagamentos instantâneos, especialmente via Pix, e jogabilidade intuitiva. A retenção agora depende muito mais da qualidade do conteúdo e da fluidez da experiência (UX) do que apenas da intensidade promocional.
Existem diferenças regionais no Brasil que exigem estratégias de produto diferenciadas?
Sem dúvida. Tratar o Brasil como um único mercado comportamental é um erro estratégico.
O Sudeste, especialmente São Paulo, lidera em maturidade digital e poder de compra, frequentemente concentrando jogadores de maior valor e um ambiente competitivo mais intenso entre operadores.
Em outras regiões, os padrões de engajamento, sensibilidade a promoções e até preferências temáticas podem variar. A diversidade cultural e econômica do Brasil exige uma abordagem localizada, apoiada em dados e colaboração próxima com os operadores.
Localização não é apenas tradução, é alinhamento cultural. E em um país de dimensões continentais, essa nuance faz diferença.
Quais tendências do setor estão influenciando a estratégia da EGT e como elas se conectam ao potencial do mercado brasileiro?
Diversas tendências globais estão moldando diretamente nossa estratégia no Brasil.
Primeiro, a regulamentação como filtro competitivo. Agora que o mercado demonstrou sua escala, compliance deixou de ser opcional, tornou-se diferencial competitivo.
Segundo, a convergência omnichannel. Mesmo em um ambiente predominantemente online, operadores pensam em termos de ecossistema. Caso haja avanço no segmento físico, a convergência entre experiências digitais e presenciais tende a acelerar.
Terceiro, qualidade acima de aquisição. À medida que os mercados amadurecem, operadores passam a priorizar retenção, personalização e valor do ciclo de vida do cliente (LTV).
A escala digital do Brasil, combinada com um marco regulatório estruturado, cria condições ideais para que essas tendências evoluam rapidamente. Os fundamentos são sólidos, mas a execução disciplinada será determinante para definir os líderes de longo prazo.
Qual é o roadmap da EGT para os próximos 12 a 18 meses na América Latina?
Nosso roadmap é baseado em crescimento disciplinado.
O Brasil permanece como âncora estratégica devido à sua escala, clareza regulatória e impacto econômico. Nos próximos 12 a 18 meses, continuaremos consolidando nossa presença local enquanto expandimos de forma seletiva para outros mercados latino-americanos regulados ou em processo de regulamentação.
O foco está na profundidade, não apenas na expansão geográfica, fortalecendo parcerias, aprimorando infraestrutura técnica e mantendo proximidade com os operadores.
A América Latina está entrando em um ciclo regulatório mais estruturado. Empresas que investirem cedo em compliance, expertise local e excelência operacional estarão melhor posicionadas à medida que os mercados amadurecerem.
Gostaria de destacar algo adicional para operadores e stakeholders que participarão do evento?
O Brasil deixou oficialmente de ser promessa para se tornar realidade mensurável.
O mercado já provou sua escala e resiliência. A oportunidade é real, mas as expectativas também.
Minha mensagem para operadores e stakeholders é simples: construam com foco em sustentabilidade. A regulamentação criou a base; agora, a indústria precisa priorizar crescimento responsável, excelência de produto e credibilidade de marca no longo prazo.
A EGT está comprometida com essa jornada. Estamos aqui não para ciclos curtos, mas para ajudar a moldar o próximo capítulo do setor de jogos no Brasil e na América Latina.
Diretora da empresa analisa a nova fase do mercado regulado, destaca os planos de expansão e reforça o compromisso com crescimento sustentável e parcerias de longo prazo.
Entrevista exclusiva.- Com o mercado brasileiro de apostas vivendo seu primeiro ciclo completo sob regulamentação e movimentando bilhões em receita, a EGT Brasil chega ao SBC Summit Rio com foco em consolidação estratégica, expansão disciplinada e fortalecimento de parcerias de longo prazo.
Nesta entrevista, Celina Guedes, diretora da EGT Brasil, detalha os objetivos comerciais da empresa, apresenta os principais lançamentos e analisa as transformações no comportamento do jogador brasileiro em um cenário cada vez mais orientado por compliance, tecnologia e sustentabilidade.
Quais são os principais objetivos da EGT Brasil para o SBC Summit Rio este ano, tanto em termos de resultados comerciais quanto de posicionamento de marca?
O SBC Summit Rio representa um momento decisivo para o mercado regulado de jogos no Brasil.
Em 2025, o mercado licenciado de apostas no país gerou aproximadamente R$ 37 bilhões (cerca de US$ 7 bilhões) em receita bruta de jogos (GGR) em seu primeiro ano completo sob regulamentação, posicionando firmemente o Brasil entre os mercados emergentes mais relevantes do mundo. Essa dimensão muda o nível da conversa.
Nosso objetivo no SBC vai além de fechar acordos comerciais de curto prazo. Estamos focados em fortalecer parcerias estratégicas com operadores licenciados que estão construindo negócios sustentáveis dentro desse novo marco regulatório.
Do ponto de vista de marca, queremos que a EGT seja reconhecida não apenas como fornecedora de conteúdo, mas como uma parceira de longo prazo que entende de compliance, escalabilidade e dinâmica do mercado local. Em um mercado desse porte e com esse ritmo de crescimento, credibilidade e excelência operacional são os fatores que diferenciam os fornecedores.
Quais novos produtos a EGT está destacando no estande este ano?
Entre os principais destaques estarão os novos Terminais de Vídeo Loteria Super Sorte 27/27 ST e Super Sorte 43V. O Super Sorte 27/27 ST é um gabinete slant top com dois monitores touchscreen Full HD de 27 polegadas com resolução 4K UHD, proporcionando uma experiência de jogo dinâmica e equilibrada. Já o modelo vertical Super Sorte 43V oferece uma jornada imersiva com sua tela curva touchscreen Full HD de 43 polegadas em formato grande. Ambos os terminais contam com iluminação digital em LED, sistema de som surround e teclado eletromecânico com botões físicos, garantindo interação confortável e precisa durante o jogo.
Como a presença da EGT Brasil evoluiu nos últimos 12 meses?
Os últimos 12 meses foram transformadores.
Com a regulamentação totalmente implementada em janeiro de 2025 e o mercado já atingindo dezenas de bilhões de reais em GGR, os operadores migraram de uma expansão agressiva para um crescimento estruturado e orientado por compliance.
Nesse período, a EGT Brasil passou de uma fase de entrada no mercado para uma consolidação estruturada. Reforçamos nossa presença local, fortalecemos as equipes comerciais e técnicas e alinhamos integralmente nossas operações ao novo marco regulatório.
Mais importante ainda, nossa presença evoluiu em termos de percepção. Deixamos de ser vistos como um fornecedor internacional testando oportunidades e passamos a ser reconhecidos como um stakeholder comprometido com o ecossistema regulado brasileiro, investindo localmente e construindo parcerias de longo prazo.
Quais integrações ou instalações estão previstas para os próximos meses e como elas apoiam os planos de expansão?
Nossa próxima fase é de execução e expansão controlada.
Temos múltiplas integrações com operadores licenciados em estágio avançado, incluindo integrações diretas e ampliação de parcerias com agregadores.
Os operadores agora priorizam conteúdo certificado, confiabilidade técnica e implantação rápida. Nossos próximos go-lives estão alinhados a essa demanda, ampliando nossa distribuição e reforçando nossa presença em diferentes perfis de operadores.
Ao mesmo tempo, estamos totalmente preparados para possíveis avanços no segmento físico (land-based). Caso a discussão regulatória avance nessa direção, a expertise global da EGT nesse segmento nos posiciona para responder imediatamente com soluções certificadas e prontas para o mercado.
Quais são as mudanças mais significativas no comportamento dos jogadores no Brasil?
O comportamento do jogador brasileiro está claramente amadurecendo.
Antes da regulamentação, aquisição e bônus impulsionavam grande parte do engajamento. Hoje, com milhões de usuários interagindo em plataformas licenciadas, observamos maior conscientização sobre credibilidade de marca, segurança nos pagamentos e ferramentas de jogo responsável.
Também há uma diversificação do engajamento. Embora as apostas esportivas ainda sejam dominantes, o cassino online, especialmente slots, vem ganhando força como vertical de entretenimento de longo prazo, e não apenas como complemento transacional.
O Brasil é um mercado fortemente mobile-first, e a experiência do usuário tornou-se fator decisivo. Os jogadores esperam cadastro simplificado, pagamentos instantâneos, especialmente via Pix, e jogabilidade intuitiva. A retenção agora depende muito mais da qualidade do conteúdo e da fluidez da experiência (UX) do que apenas da intensidade promocional.
Existem diferenças regionais no Brasil que exigem estratégias de produto diferenciadas?
Sem dúvida. Tratar o Brasil como um único mercado comportamental é um erro estratégico.
O Sudeste, especialmente São Paulo, lidera em maturidade digital e poder de compra, frequentemente concentrando jogadores de maior valor e um ambiente competitivo mais intenso entre operadores.
Em outras regiões, os padrões de engajamento, sensibilidade a promoções e até preferências temáticas podem variar. A diversidade cultural e econômica do Brasil exige uma abordagem localizada, apoiada em dados e colaboração próxima com os operadores.
Localização não é apenas tradução, é alinhamento cultural. E em um país de dimensões continentais, essa nuance faz diferença.
Quais tendências do setor estão influenciando a estratégia da EGT e como elas se conectam ao potencial do mercado brasileiro?
Diversas tendências globais estão moldando diretamente nossa estratégia no Brasil.
Primeiro, a regulamentação como filtro competitivo. Agora que o mercado demonstrou sua escala, compliance deixou de ser opcional, tornou-se diferencial competitivo.
Segundo, a convergência omnichannel. Mesmo em um ambiente predominantemente online, operadores pensam em termos de ecossistema. Caso haja avanço no segmento físico, a convergência entre experiências digitais e presenciais tende a acelerar.
Terceiro, qualidade acima de aquisição. À medida que os mercados amadurecem, operadores passam a priorizar retenção, personalização e valor do ciclo de vida do cliente (LTV).
A escala digital do Brasil, combinada com um marco regulatório estruturado, cria condições ideais para que essas tendências evoluam rapidamente. Os fundamentos são sólidos, mas a execução disciplinada será determinante para definir os líderes de longo prazo.
Qual é o roadmap da EGT para os próximos 12 a 18 meses na América Latina?
Nosso roadmap é baseado em crescimento disciplinado.
O Brasil permanece como âncora estratégica devido à sua escala, clareza regulatória e impacto econômico. Nos próximos 12 a 18 meses, continuaremos consolidando nossa presença local enquanto expandimos de forma seletiva para outros mercados latino-americanos regulados ou em processo de regulamentação.
O foco está na profundidade, não apenas na expansão geográfica, fortalecendo parcerias, aprimorando infraestrutura técnica e mantendo proximidade com os operadores.
A América Latina está entrando em um ciclo regulatório mais estruturado. Empresas que investirem cedo em compliance, expertise local e excelência operacional estarão melhor posicionadas à medida que os mercados amadurecerem.
Gostaria de destacar algo adicional para operadores e stakeholders que participarão do evento?
O Brasil deixou oficialmente de ser promessa para se tornar realidade mensurável.
O mercado já provou sua escala e resiliência. A oportunidade é real, mas as expectativas também.
Minha mensagem para operadores e stakeholders é simples: construam com foco em sustentabilidade. A regulamentação criou a base; agora, a indústria precisa priorizar crescimento responsável, excelência de produto e credibilidade de marca no longo prazo.
A EGT está comprometida com essa jornada. Estamos aqui não para ciclos curtos, mas para ajudar a moldar o próximo capítulo do setor de jogos no Brasil e na América Latina.
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