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CEO da Ana Gaming relata encerramento de relacionamento com banco e critica estigma sobre setor regulado de apostas

CEO da Ana Gaming relata encerramento de relacionamento com banco e critica estigma sobre setor regulado de apostas

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O CEO da Ana Gaming, Marco Tulio Oliveira, afirmou que uma instituição financeira pediu a retirada de seus investimentos por ele ocupar um cargo de liderança em uma empresa de apostas regulamentada.

Ao compartilhar o caso nas redes sociais, o executivo levantou um debate sobre a forma como profissionais do setor ainda enfrentam resistência mesmo após a regulamentação do mercado brasileiro de iGaming.

Conforme o executivo, a instituição, na qual mantinha relacionamento por vários anos na divisão Private, comunicou que ele deveria transferir seus investimentos para outro banco. De acordo com Oliveira, o único motivo apresentado foi o fato de atualmente comandar uma empresa de apostas autorizada pelo Governo Federal.

O CEO ressaltou que reconhece o direito de cada instituição definir suas políticas internas. No entanto, afirmou que o episódio evidencia um desafio que, na avaliação dele, ainda persiste para as empresas regulamentadas do setor.

“Toda empresa tem o direito de definir suas políticas e seus critérios de relacionamento. Essa não é a questão. A reflexão que fica é outra.”, escreveu.

O que o CEO da Ana Gaming questiona

Na publicação, Marco Tulio Oliveira argumentou que ainda existe dificuldade em separar empresas que seguem as exigências regulatórias daquelas que atuam ilegalmente.

“Faz sentido que profissionais que atuam em empresas autorizadas, fiscalizadas e regulamentadas pelo Governo Federal sejam tratados como se fizessem parte de uma atividade ilegal?”, questionou.

Além disso, o executivo afirmou que uma pequena parcela de operadores irregulares acaba influenciando a percepção sobre todo o segmento.

“Faz sentido que uma minoria que atua à margem da lei acabe definindo a percepção sobre um setor inteiro?”, acrescentou.

De acordo com Oliveira, esse cenário representa um dos principais desafios enfrentados atualmente pela indústria de apostas no Brasil.

Executivo defende diferenciação entre empresas reguladas e ilegais

Ao longo da publicação, o CEO da Ana Gaming destacou que considera legítimo o debate sobre temas como jogo responsável, proteção aos consumidores e fiscalização. Entretanto, defendeu que empresas licenciadas não sejam tratadas da mesma forma que operadores ilegais.

“O debate sobre o setor é legítimo e necessário. Jogo responsável, proteção ao usuário e fiscalização devem estar sempre no centro da discussão.”, apontou.

Na sequência, o executivo manifestou preocupação com a imagem das empresas que atuam dentro das regras estabelecidas pelo governo.

“Me preocupa muito quando empresas que geram milhares de empregos, recolhem impostos, investem em tecnologia, contratam fornecedores e operam dentro das regras acabam sendo colocadas no mesmo grupo daqueles que atuam fora delas.”, declarou.

Por fim, Oliveira afirmou que o episódio reforçou uma reflexão sobre o estágio de amadurecimento do mercado regulado no país.

“O X da questão, na minha visão, continua sendo o mesmo: estamos conseguindo diferenciar quem faz parte do problema de quem faz parte da solução? Porque, enquanto a resposta for não, corremos o risco de continuar tratando realidades completamente diferentes como se fossem exatamente a mesma coisa”, concluiu.

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