O início de 2026 apresenta um cenário diferente para o futebol brasileiro em relação às casas de apostas. Vários clubes da primeira divisão começaram a temporada sem patrocínio máster do setor, algo que não ocorria em 2025, quando todas as equipes da Série A exibiam marcas de bets em seus uniformes.
Coritiba, Grêmio, Internacional, Santos e Vasco estão nesse grupo. O Bahia também pode ficar sem, embora a saída ainda não tenha sido oficializada.
Essa mudança levanta a discussão sobre um possível estouro da chamada “bolha das bets”. No entanto, os indícios não apontam para um colapso generalizado do mercado.
Não há uma quebradeira em massa nem uma sequência ampla de calotes. O que se observa é um processo claro de consolidação.
Atualmente, o Brasil conta com 82 empresas autorizadas a operar legalmente no setor, reunindo 183 marcas. Outras três companhias, com nove marcas, atuam por força de decisões judiciais.
O próprio mercado reconhece que não existe espaço financeiro ou base de consumidores para sustentar todas essas operações no longo prazo. Assim, a tendência é que apenas os grupos mais capitalizados permaneçam.
Nas negociações de patrocínio, intermediários relatam maior cautela das empresas. Contratos que antes eram fechados com facilidade agora enfrentam resistência.
Ainda assim, executivos e especialistas afastam a ideia de retração estrutural. O entendimento predominante é de reorganização e ajuste de valores.
Quais equipes possuem os principais patrocínios
Casos pontuais reforçam esse movimento, Flamengo, Corinthians, Palmeiras e São Paulo mantêm ou ampliam acordos relevantes, com cifras que giram em torno de R$ 100 milhões ou mais por temporada.
Em outras situações, há apenas substituição de marcas dentro do mesmo grupo econômico, como ocorreu com o Cruzeiro. Já episódios de rompimento por dificuldades financeiras, como o da Alfa.bet com Grêmio e Internacional, aparecem como exceção e não como regra.
Além disso, a Copa do Mundo de 2026 influencia diretamente o fluxo de investimentos. Casas de apostas direcionaram parte significativa do orçamento para cotas de patrocínio e publicidade em emissoras detentoras dos direitos de transmissão, como Globo, CazéTV, SBT e N Sports. Esse movimento reduz a verba disponível para clubes.
Em resumo, o cenário indica menos acordos, valores mais criteriosos e estratégias mais seletivas. Trata-se de uma consolidação do mercado de apostas no Brasil, e não de um esvaziamento do setor.
Abaixo é possível ver acordo de casas de apostas e clubes detalhadamente em 2026:
| Clube | Máster | Valor anual | Prazo | Válido até | Mudança em |
|---|---|---|---|---|---|
| Athletico-PR | Viva Sorte | Não revelado | 2 anos | 2026 | — |
| Atlético-MG | H2Bet | R$ 60 milhões | 3 anos | 2027 | — |
| Bahia | Viva Sorte | R$ 40 milhões | 2 anos | 2026 | — |
| Botafogo | Vbet | R$ 55 milhões | 3 anos | 2027 | — |
| Chapecoense | ZeroUm | Não revelado | 1 ano e 9 meses | 2026 | — |
| Corinthians | Esportes da Sorte | R$ 150 milhões | 3 anos | 2027 | Jan/26 |
| Coritiba | — | — | — | — | — |
| Cruzeiro | Betnacional | R$ 40 milhões | 2 anos | 2026 | Dez/25 |
| Flamengo | Betano | R$ 268,5 milhões | 4 anos | 2028 | Ago/25 |
| Fluminense | Superbet | R$ 52 milhões | 3 anos | 2026 | — |
| Grêmio | — | — | — | — | — |
| Internacional | — | — | — | — | — |
| Mirassol | 7K | Não revelado | — | — | — |
| Palmeiras | Sportingbet | R$ 100 milhões | 3 anos | 2027 | — |
| Red Bull Bragantino | — | — | — | — | — |
| Remo | VaideBet | — | — | 2026 | Jan/26 |
| Santos | — | — | — | — | — |
| São Paulo | Superbet | R$ 97 milhões | 7 anos | 2030 | — |
| Vasco | — | — | — | — | — |
| Vitória | 7K | R$ 16 milhões | 3 anos | 2027 | — |
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