Coaf: movimentações suspeitas envolvendo casas de apostas e loterias dispararam em 2025

Dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a unidade de inteligência financeira do Brasil, informam que as comunicações de operações suspeitas envolvendo casas de apostas e loterias dispararam em 2025.

De acordo com o relatório, divulgado em primeira mão pelo jornal O Globo, 27,6 mil comunicações de operações suspeitas relacionadas a loterias e apostas de quota fixa foram registradas ao longo de 2025, o primeiro ano de mercado regulamentado.


Desde então, empresas que foram autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF) a operar no país são obrigadas a notificar o Coaf toda vez que identificam uma movimentação suspeita. No momento, 84 empresas estão autorizadas a operar no mercado regulado de apostas e jogos online.

O número de comunicações de operações suspeitas no ano passado foi expressivamente maior que em 2024, quando o Coaf registrou apenas 928 ocorrências provenientes de casas de apostas e loterias. Houve também mais ocorrências em 2025 do que em 2023 (1.157) e 2022 (1.344).

Apesar disso, o Coaf considera que o cerco à lavagem de dinheiro ainda é frágil, devido à força do mercado clandestino. O órgão de inteligência financeira entende que empresas de apostas ilegais correspondem a 40% do mercado. Há fontes do setor regulamentado que estimam que o mercado clandestino, que arrecadou R$ 14 bilhões em 2025, seja ainda maior.


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Somente em 2025, a SPA e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) bloquearam mais de 25 mil plataformas de apostas ilegais.

Em adição a estes esforços, o Coaf vem prestando uma “consultoria” aos bancos, para ajudá-los a identificar contas ligadas a plataformas de apostas ilegais, conforme noticiou O Globo. Em 2025, 54 instituições financeiras e de pagamentos fizeram 1.255 comunicações com indícios de atuação de casas de apostas ilegais à SPA. Após análise, 265 operadores ilegais foram identificados e 550 contas bancárias foram encerradas.

Porém, muitos destes operadores ilegais utilizam as chamadas “empresas de prateleiras”, nome dado ao uso de CNPJs previamente criados, e abrem contas em fintechs, para dificultar a identificação. Ao contrário das instituições financeiras tradicionais, fintechs não eram obrigadas a prestar contas ao Coaf.

O Coaf prevê que o combate à lavagem de dinheiro vá melhorar num futuro próximo, já que as fintechs precisam pedir autorização para o Banco Central até maio deste ano. Resta saber se operadores ilegais descobrirão novas táticas para fugir da fiscalização.


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Dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a unidade de inteligência financeira do Brasil, informam que as comunicações de operações suspeitas envolvendo casas de apostas e loterias dispararam 


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