A regulamentação do mercado de iGaming no Brasil trouxe um impacto imediato na detecção de fraudes financeiras.
Em 2025, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) registrou 27,6 mil comunicações de operações suspeitas envolvendo empresas de apostas e loterias.
O volume representa um salto expressivo em comparação com as 928 ocorrências notificadas em 2024, evidenciando o rigor do novo marco legal que obriga as plataformas autorizadas a reportarem movimentações atípicas.
Como o Coaf atua para rastrear as operações clandestinas
Apesar do avanço na transparência do mercado regulado, o órgão de inteligência avalia que a lavagem de dinheiro ainda encontra fôlego no alto índice de plataformas ilegais, que representam cerca de 40% do setor.
Para sufocar esse fluxo financeiro, o Coaf iniciou uma “consultoria” direta aos bancos.
O objetivo é treinar o sistema financeiro para identificar CNPJs atrelados às chamadas “empresas de prateleiras”: firmas inativas compradas por criminosos para operar como casas de apostas ocultas, driblando os bloqueios tradicionais de compliance.
A integração entre a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) e o mercado já apresenta resultados palpáveis.
Apenas em 2025, 54 instituições financeiras enviaram 1.255 relatórios detalhados sobre indícios de atuação clandestina.
Essa força-tarefa resultou na identificação de 265 operadores ilegais e no encerramento de 550 contas bancárias, somando forças ao trabalho da Anatel para derrubar domínios sem a terminação bet.br.
Expansão da fiscalização para fintechs e mercado cripto
A estratégia preventiva aplicada ao setor de apostas integra um movimento mais amplo do governo para modernizar a supervisão de mercados emergentes.
O Coaf planeja transformar os encontros esporádicos com os bancos em agendas estruturadas e regulares.
Esse mesmo modelo tático está sendo replicado no monitoramento de ativos virtuais, cujas regras entraram em vigor no mês passado, e na fiscalização das fintechs.
Como muitas empresas de tecnologia financeira operaram por anos sem a licença do Banco Central, criaram-se pontos cegos estruturais.
Com o recente aperto regulatório, as fintechs ganharam o prazo limite de maio para formalizarem autorização.
O Coaf já prepara aprimoramentos em seus sistemas de inteligência para absorver o volume de dados que esse período de transição trará ao governo.
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