O Comitê Olímpico do Brasil (COB) registrou em 2025 sua maior arrecadação em cinco anos, atingindo expressivos R$ 594 milhões.
No entanto, a dependência histórica dos repasses das loterias federais, que hoje representam cerca de 75% desse valor, tornou-se a principal preocupação da atual administração.
Em entrevista, o presidente da entidade, Marco Antônio La Porta, destacou que o grande objetivo de seu mandato é diversificar as fontes de receitas para blindar o esporte nacional de eventuais reviravoltas administrativas do governo.
Como resolver a vulnerabilidade financeira
O temor da atual diretoria possui uma base sólida no histórico recente. Em 2019, o comitê teve seus repasses bloqueados temporariamente devido a dívidas tributárias de confederações.
Em anos críticos, como 2021, essa dependência estatal chegou a bater quase 92%.
Para reverter esse quadro de vulnerabilidade até 2028, a meta é atrair muito mais capital privado e reconquistar patrocinadores, a exemplo do recente e comemorado acordo firmado com a gigante esportiva Adidas.
A gestão de La Porta também precisou agir rápido para equacionar um déficit de R$ 78 milhões herdado de 2024.
Esse buraco foi gerado pelo aumento do repasse obrigatório às confederações esportivas (que saltou de 45% para 60%).
De acordo com o dirigente, após uma revisão rigorosa do orçamento e a entrada de novos recursos vindos das apostas esportivas regulamentadas (bets), o caixa atingiu o equilíbrio.
Para a temporada de 2026, o COB já projeta operar com um superávit de R$ 8 milhões.
Foco político e a preparação para Los Angeles 2028
Fora das quadras, o COB retomou seu protagonismo político em Brasília.
A entidade liderou os diálogos para a aprovação da nova Lei de Incentivo ao Esporte, com foco em projetos sociais.
As próximas prioridades no Congresso Nacional incluem discussões sobre as casas de apostas e a isenção de impostos abusivos para a importação de equipamentos de alto rendimento.
Pensando exclusivamente nos Jogos de Los Angeles, o comitê adotou uma estratégia de suporte individualizado aos atletas que “bateram na trave” nas Olimpíadas de Paris.
Um exemplo é o triatleta Miguel Hidalgo, que se mudou para a Espanha para treinar e passou por ajustes específicos para melhorar seu desempenho.
Atenção à saúde mental e o cenário global
La Porta também ressaltou uma mudança no perfil de exigências dos atletas.
Se no passado as grandes reclamações eram sobre a falta de estrutura física, hoje o desafio central é, principalmente, a saúde mental, desgastada pela pressão de patrocinadores e redes sociais.
O comitê tem ampliado os programas de orientação psicológica desde as categorias de base.
Por fim, ao analisar o tenso cenário geopolítico atual e os Jogos nos Estados Unidos, o dirigente se mostrou otimista.
Ele descartou totalmente o risco de boicotes, afirmando que o mundo moderno consegue separar as disputas políticas do esporte, preservando o sonho dos atletas.
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