Os grandes eventos que o Brasil recebeu nos anos 2010, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos do Rio 2016, trouxeram um impacto significativo para a profissionalização do mercado esportivo no país. No Maquinistas dessa terça-feira (30), Mauro Corrêa, sócio do Grupo Sisu e sócio-fundador da Golden Goal, destacou como esses eventos serviram como um catalisador para o desenvolvimento e profissionalização da indústria.
Para ele, a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos forçaram uma mudança de mentalidade e de estrutura nas empresas, clubes e federações que passaram a ser mais sofisticadas nas suas operações. Com a necessidade de lidar com investimentos milionários, a indústria do esporte brasileiro passou a se preparar para um novo patamar de negócios, um legado que, na opinião do executivo, permaneceu.
“O mercado patrocinador se tornou muito mais sofisticado porque as empresas passaram a ter times, como marketing, comunicação, finanças, jurídico, sobretudo, que passaram a estudar e entender qual é a dinâmica de fato do mercado esportivo e isso permaneceu”, destacou o sócio do Grupo Sisu durante a sua participação no podcast Maquinistas.
“Qual alguém, por exemplo, vem discutir um patrocínio para o Campeonato Brasileiro, nas grandes empresas, eles estão muito melhor preparados do que estavam [antes da Copa de 2014]”, acrescentou o executivo.
Além disso, Corrêa também comenta que, antes do Mundial, era raro que jovens universitários considerassem o mercado do esporte como uma opção de carreira viável.
“A indústria do esporte, hoje, atrai muito mais talentos do que no passado. Pessoas preparadas nas melhores universidades do país consideram o mercado esportivo como opção de carreira desde a graduação”, afirmou o Mauro, que vê essa mudança como um dos principais pilares do avanço do setor.
A jornada do consumidor, especialmente no futebol, também foi profundamente alterada. O executivo lembra que, se compararmos o cenário atual com a pré-Copa de 2014, a diferença é “gritante”. Os ingressos físicos deram lugar a opções digitais, os estádios se modernizaram e passaram a atrair muito mais famílias.
No entanto, segundo Corrêa, o Brasil ainda não compete no mesmo patamar que mercados mais maduros como o americano e o europeu, principalmente devido a questões macroeconômicas e tributárias.
“É difícil para a gente competir com mercados europeus se no contexto macroeconômico a gente continuar no Brasil”, comentou.
O podcast Maquinistas, apresentado por Erich Beting e Gheorge Rodriguez, com a participação de Mauro Corrêa, está disponível no canal da Máquina do Esporte no YouTube:
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No Maquinistas, o sócio do Grupo Sisu explicou a importância desses megaeventos para a evolução do mercado esportivo do país
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