A organização da Copa do Mundo de 2026 apresenta um modelo operacional distinto da edição realizada em 2022. Enquanto o torneio no Catar foi marcado pela concentração geográfica, permitindo deslocamentos rápidos, a edição deste ano impõe o desafio das distâncias continentais entre as sedes.
No Maquinistas, podcast da Máquina do Esporte, Tiago Paes, head de operações dos estádios da Fifa na Copa do Mundo de 2026, apontou que a realização do Mundial em três países (Estados Unidos, Canadá e México) criou desafios logísticos para a organização do torneio.
“Nos, Estados Unidos, primeiro que dobrou a quantidade de estádios, são 16, as distâncias são grandes, então é no máximo um estádio por dia ou um estádio a cada dois dias, porque você tem que viajar”, contou.
Por outro lado, a descentralização do torneio oferece vantagens significativas acerca da capacidade de absorção do fluxo de visitantes. A distribuição dos jogos por três países e diversas metrópoles elimina a pressão excessiva sobre uma única infraestrutura de entrada e hospedagem, como aconteceu no Catar em 2022.
“Praticamente não há gargalos de hotelaria e na parte de aeroportos, porque no Catar era um aeroporto para receber todas as equipes, todos os torcedores e todos os credenciados”, lembrou o executivo.
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A relação dos países-sede com a Copa do Mundo também é impactada, principalmente do ponto de vista dos cidadãos que moram nas cidades pelas quais a competição passará.
“Na América do Norte, cada cidade tem dois ou três aeroportos. Então, está tudo muito disperso. O evento tem um impacto muito menor na vida do país ou na infraestrutura do país do que tinha no Catar”, avaliou o executivo.
O podcast Maquinistas, apresentado por Erich Beting e Gheorge Rodriguez, com a participação de Tiago Paes, head de operações dos estádios da Fifa na Copa do Mundo de 2026, estará disponível a partir da próxima terça-feira (27), às 19h (horário de Brasília), no canal da Máquina do Esporte no YouTube:
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Organização descentralizada nos Estados Unidos, Canadá e México oferece vantagens na capacidade de absorção do fluxo de visitantes
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