O futuro da conformidade não está em mais regras locais, mas em padrões globais compartilhados, afirma em artigo, Paresh Rughani, Head de Compliance da Play’n GO.
Opinião.- A indústria global de jogos enfrenta um paradoxo neste momento. Em muitos sentidos, nunca estivemos tão conectados, com operadores e fornecedores online expandindo operações por vários continentes.
Ao mesmo tempo, permanecemos muito fragmentados.
Esses mesmos operadores precisam navegar por um labirinto de exigências de licenciamento divergentes. Fornecedores certificam os mesmos jogos segundo padrões completamente distintos. Equipes de compliance constroem estruturas multijurisdicionais que se parecem com colchas de retalhos, criadas por necessidade, não por escolha.
Enquanto isso, reguladores tentam exercer fiscalização nacional sobre uma indústria que opera cada vez mais em um ambiente digital sem fronteiras.
Não se trata de defender um conjunto único e universal de regras. Essa ideia não é viável por motivos culturais, econômicos e jurídicos.
No entanto, existe uma oportunidade clara para toda a indústria global alinhar-se a alguns princípios fundamentais comuns. Após analisar as declarações de missão de dezenas de reguladores em todo o mundo, é possível identificar ampla convergência.
Todos queremos manter o crime longe do setor de jogos, incluindo medidas robustas contra lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo.
É essencial garantir que jogos e produtos sejam justos e seguros, com padrões técnicos e testes independentes.
Precisamos realizar verificações reputacionais e financeiras em candidatos a licenças para garantir integridade, incluindo due diligence sobre os UBOs (proprietários beneficiários finais) e sobre pessoas-chave.
Devemos também avaliar registros financeiros corporativos para melhor analisar sustentabilidade e transparência.
Estrutura colaborativa
Esses objetivos coletivos formam a base para uma estrutura regulatória colaborativa.
Hoje, a proposta é que a International Association of Gaming Regulators (IAGR) e a North American Gaming Regulators Association (NAGRA) liderem o desenvolvimento de padrões regulatórios comuns, além de estudarem a criação de uma agência centralizada de due diligence para apoiar reguladores e licenciados.
É preciso avaliar como avançar de forma significativa nos pontos essenciais.
A harmonização deve começar com a due diligence corporativa.
Atualmente, formatos de aplicação, critérios de elegibilidade e exigências documentais variam amplamente entre jurisdições. A falta de consistência gera retrabalho, atrasos e custos adicionais, especialmente para empresas que atuam em múltiplos mercados.
Os reguladores deveriam adotar um formato unificado de aplicação, critérios de elegibilidade consistentes, requisitos documentais alinhados e cronogramas mais transparentes. A padronização favoreceria tanto licenciados quanto reguladores, que poderiam tomar decisões mais rápidas e embasadas.
Sobre os protocolos de prevenção à lavagem de dinheiro, é necessário aumentar a cooperação transfronteiriça e mecanismos de compartilhamento de dados para coordenar fiscalizações. Isso deve incluir monitoramento baseado em risco e maior capacitação.
As exigências de compliance precisam ser proporcionais, direcionadas e focadas em indicadores reais de risco. O excesso regulatório pode sufocar inovação e desviar recursos de áreas críticas de fiscalização.
Os reguladores também devem estabelecer quadros interoperáveis para padrões técnicos, que representam a base do jogo justo e seguro. Esses padrões devem ser neutros e passar por revisões constantes.
Um ecossistema técnico harmonizado simplificaria integrações, fortaleceria a confiança dos jogadores e facilitaria o licenciamento entre fronteiras.
Por fim, quanto aos UBOs e à due diligence, são necessárias divulgações completas, monitoramento contínuo e verificação centralizada. Uma agência independente vinculada à IAGR e à NAGRA poderia cumprir esse papel.
Uma instituição desse tipo serviria como terceiro confiável, ampliando a segurança regulatória e simplificando a conformidade em várias jurisdições. Reguladores com menos recursos também se beneficiariam de inteligência e infraestrutura compartilhadas.
Por que isso é fundamental
As propostas representam um grande desafio, embora os benefícios sejam evidentes para licenciados, reguladores e, principalmente, para os jogadores.
Regras claras e consistentes aumentam a confiança pública. Jogadores preferem plataformas com regulação transparente e comprovadamente justa.
Ao reduzir atritos regulatórios, os operadores direcionam recursos para inovação e crescimento responsável. A padronização elimina retrabalho documental, duplicidade de testes e processos repetidos de due diligence, o que diminui custos para todos os envolvidos.
Padrões comuns também fortalecem a fiscalização internacional. Reguladores cooperam de maneira mais eficiente, trocam dados e adotam respostas coordenadas a ameaças emergentes. A supervisão unificada reduz crimes financeiros e práticas antiéticas. Isso nivela a concorrência e impede agentes mal-intencionados de explorar lacunas regulatórias.
Com regras mais claras e aprovações mais ágeis, produtos chegam ao mercado mais rapidamente, aumentando competitividade e opções para os consumidores.
A regulação fragmentada já não se sustenta em um panorama digital interconectado. Chegou o momento de avançar de forma decisiva para um ecossistema de jogos mais seguro, transparente e eficiente.
O futuro da conformidade não está em mais regras locais, mas em padrões globais compartilhados, afirma em artigo, Paresh Rughani, Head de Compliance da Play’n GO.
Opinião.- A indústria global de jogos enfrenta um paradoxo neste momento. Em muitos sentidos, nunca estivemos tão conectados, com operadores e fornecedores online expandindo operações por vários continentes.
Ao mesmo tempo, permanecemos muito fragmentados.
Esses mesmos operadores precisam navegar por um labirinto de exigências de licenciamento divergentes. Fornecedores certificam os mesmos jogos segundo padrões completamente distintos. Equipes de compliance constroem estruturas multijurisdicionais que se parecem com colchas de retalhos, criadas por necessidade, não por escolha.
Enquanto isso, reguladores tentam exercer fiscalização nacional sobre uma indústria que opera cada vez mais em um ambiente digital sem fronteiras.
Não se trata de defender um conjunto único e universal de regras. Essa ideia não é viável por motivos culturais, econômicos e jurídicos.
No entanto, existe uma oportunidade clara para toda a indústria global alinhar-se a alguns princípios fundamentais comuns. Após analisar as declarações de missão de dezenas de reguladores em todo o mundo, é possível identificar ampla convergência.
Todos queremos manter o crime longe do setor de jogos, incluindo medidas robustas contra lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo.
É essencial garantir que jogos e produtos sejam justos e seguros, com padrões técnicos e testes independentes.
Precisamos realizar verificações reputacionais e financeiras em candidatos a licenças para garantir integridade, incluindo due diligence sobre os UBOs (proprietários beneficiários finais) e sobre pessoas-chave.
Devemos também avaliar registros financeiros corporativos para melhor analisar sustentabilidade e transparência.
Estrutura colaborativa
Esses objetivos coletivos formam a base para uma estrutura regulatória colaborativa.
Hoje, a proposta é que a International Association of Gaming Regulators (IAGR) e a North American Gaming Regulators Association (NAGRA) liderem o desenvolvimento de padrões regulatórios comuns, além de estudarem a criação de uma agência centralizada de due diligence para apoiar reguladores e licenciados.
É preciso avaliar como avançar de forma significativa nos pontos essenciais.
A harmonização deve começar com a due diligence corporativa.
Atualmente, formatos de aplicação, critérios de elegibilidade e exigências documentais variam amplamente entre jurisdições. A falta de consistência gera retrabalho, atrasos e custos adicionais, especialmente para empresas que atuam em múltiplos mercados.
Os reguladores deveriam adotar um formato unificado de aplicação, critérios de elegibilidade consistentes, requisitos documentais alinhados e cronogramas mais transparentes. A padronização favoreceria tanto licenciados quanto reguladores, que poderiam tomar decisões mais rápidas e embasadas.
Sobre os protocolos de prevenção à lavagem de dinheiro, é necessário aumentar a cooperação transfronteiriça e mecanismos de compartilhamento de dados para coordenar fiscalizações. Isso deve incluir monitoramento baseado em risco e maior capacitação.
As exigências de compliance precisam ser proporcionais, direcionadas e focadas em indicadores reais de risco. O excesso regulatório pode sufocar inovação e desviar recursos de áreas críticas de fiscalização.
Os reguladores também devem estabelecer quadros interoperáveis para padrões técnicos, que representam a base do jogo justo e seguro. Esses padrões devem ser neutros e passar por revisões constantes.
Um ecossistema técnico harmonizado simplificaria integrações, fortaleceria a confiança dos jogadores e facilitaria o licenciamento entre fronteiras.
Por fim, quanto aos UBOs e à due diligence, são necessárias divulgações completas, monitoramento contínuo e verificação centralizada. Uma agência independente vinculada à IAGR e à NAGRA poderia cumprir esse papel.
Uma instituição desse tipo serviria como terceiro confiável, ampliando a segurança regulatória e simplificando a conformidade em várias jurisdições. Reguladores com menos recursos também se beneficiariam de inteligência e infraestrutura compartilhadas.
Por que isso é fundamental
As propostas representam um grande desafio, embora os benefícios sejam evidentes para licenciados, reguladores e, principalmente, para os jogadores.
Regras claras e consistentes aumentam a confiança pública. Jogadores preferem plataformas com regulação transparente e comprovadamente justa.
Ao reduzir atritos regulatórios, os operadores direcionam recursos para inovação e crescimento responsável. A padronização elimina retrabalho documental, duplicidade de testes e processos repetidos de due diligence, o que diminui custos para todos os envolvidos.
Padrões comuns também fortalecem a fiscalização internacional. Reguladores cooperam de maneira mais eficiente, trocam dados e adotam respostas coordenadas a ameaças emergentes. A supervisão unificada reduz crimes financeiros e práticas antiéticas. Isso nivela a concorrência e impede agentes mal-intencionados de explorar lacunas regulatórias.
Com regras mais claras e aprovações mais ágeis, produtos chegam ao mercado mais rapidamente, aumentando competitividade e opções para os consumidores.
A regulação fragmentada já não se sustenta em um panorama digital interconectado. Chegou o momento de avançar de forma decisiva para um ecossistema de jogos mais seguro, transparente e eficiente.
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