O Carnaval de 2026 trouxe insights importantes para o universo do iGaming. De acordo com levantamento realizado pela plataforma “Pulse”, criada pela EBAC- Empresa Brasileira de Apoio ao Compulsivo – houve uma queda de 25% no atendimento de apostadores de risco no período de 13 a 17 de fevereiro, em relação ao início de fevereiro.
Os dados apontam um saudável redirecionamento do interesse de entretenimento dos usuários para o ambiente ao redor e um possível aumento na conscientização sobre o vício em jogos.
Essa premissa está relacionada ao aumento dos mesmos 25% no volume de atendimentos na quarta-feira de cinzas. Ou seja, indicando a busca de soluções pelos indivíduos na contenção do impulso de repor os gastos realizados no Carnaval por meio das apostas.
Quais os números divulgados pela EBAC sobre o comportamento do apostador
Dos 452 atendimentos efetuados pela EBAC nos quatro dias de festa, apenas cinco atendimentos emergenciais foram realizados, todos bem-sucedidos, sendo que os apostadores puderam contar com a proteção de suas identidades e foram orientados a participarem de uma jornada psicoeducativa disponibilizada pela entidade.
Desse montante de jogadores, 316 acessaram o procedimento de autoavaliação da plataforma, para identificar o próprio nível de compulsividade. O resultado é que pouco mais da metade, 53%, apresentou um grau de risco leve, ou seja, sem problemas com relação às apostas. Outros 15% apresentaram grau moderado e 32% revelaram um elevado risco com as apostas, necessitando de uma intervenção mais consistente.
Nesse último caso, a EBAC notifica as respectivas bets para que possam monitorar o comportamento dessas pessoas em suas plataformas, criando assim um ecossistema mais seguro para usuários, empresas e o mercado em geral.
“Entendemos que ao mapear o perfil dos usuários, as operadoras podem criar normas internas de prevenção à ludopatia e zelar pelo compliance da empresa”, explica Cristiano Costa, psicólogo e Diretor de Conhecimento da EBAC.
“Em nosso levantamento, identificamos que os grupos de maior risco calculado estão nas faixas etárias que vão de 25 a 34 anos (30%) e de 35 e 44 anos (cerca de 30%). De posse desses dados, por exemplo, a casa de aposta pode ser mais assertiva em suas ações e criar um plano específico para esses públicos”, completa.
Ainda de acordo com Costa, o monitoramento de acessos pelas próprias plataformas traz insights sobre horários de maior acesso, performance dos apostadores e progressão das apostas, permitindo a implementação de dispositivos de segurança e de limitação.
O post EBAC divulga balanço sobre o comportamento do apostador durante o carnaval apareceu primeiro em iGaming Brazil.
Participe da IGI Expo 2026: https://igi-expo.com/


