Os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 contarão com a participação dos principais atletas de esportes no gelo e na neve do mundo. Nem todos, porém, possuem grandes holofotes ou faturamentos.
Não é o caso de Eileen Gu, esquiadora chinesa que se destaca dentro de fora das disputas, como uma personalidade que transcende o esporte.
A atleta, nascida nos Estados Unidos, se consolidou nos últimos anos como um caso de sucesso comercial e de marca. Historicamente, atletas de esportes de inverno dependem de premiações e dos patrocínios de nicho, o que não permite grande destaque financeiro.
De acordo com o veículo norte-americano Sportico, Gu recebeu, apenas em 2025, aproximadamente US$ 23 milhões. Com isso, ocupou o quarto lugar no ranking das atletas mais bem pagas do ano, superando nomes de peso como Simone Biles e Caitlin Clark.
China
O alicerce do império comercial de Gu foi estabelecido em 2019, quando ela tomou a decisão de competir pela China, terra natal de sua mãe. O movimento permitiu que ela aproveitasse a onda de investimentos e atenção midiática que precederam os Jogos de Inverno de Pequim 2022.
A escolha abriu as portas para um mercado consumidor populoso e ausente de grandes ídolos globais. Antes mesmo de competir em Pequim 2022, Gu já possuía parcerias com mais de 20 marcas.
O portfólio mesclava gigantes de luxo ocidentais, como Tiffany e Louis Vuitton, com potências corporativas chinesas, incluindo o Banco da China e a China Mobile.
Desempenho esportivo
A estratégia de Gu também é sustentada por uma performance de elite. Em Pequim 2022, ela se tornou a primeira esquiadora freestyle a conquistar três medalhas em uma única edição olímpica. Essa credibilidade esportiva é o que permite a manutenção de contratos de longo prazo.
Mesmo com premiações oficiais baixas, Gu se manteve como um ativo de grande visibilidade para seus patrocinadores também por conta do desempenho fora da curva.
A chinesa ganha atualmente cerca de três vezes mais do que lendas do esqui norte-americano, como Mikaela Shiffrin e Lindsey Vonn, segundo o Sportico.
Portfólio
Após a explosão em 2022, a gestão de carreira de Gu optou por refinar seu portfólio. A quantidade de contratos diminuiu, mas o valor e a relevância aumentaram.
Atualmente, ela mantém acordos globais com marcas como Porsche, Red Bull e IWC. Recentemente, adicionou a gigante de eletrônicos TCL, que integra o programa TOP de patrocinadores olímpicos. Com isso, terá a imagem amplamente explorada durante os Jogos de 2026.
Além de atleta e embaixadora de marcas, Gu nutre uma personalidade que amplia o alcance para além do público interessado apenas pelo seu lado atleta. A chinesa também é modelo e estudante da Universidade de Stanford, uma das principais instituições de ensino do mundo, em que cursa Relações Internacionais.
Para os Jogos de 2026, Gu chega como embaixadora global da Snow League e favorita a medalhas em diversas modalidades. Enquanto a maioria dos atletas de inverno consegue visibilidade a cada quatro anos, Eileen Gu soube se posicionar fora das disputas para estar cada vez mais relevante para o marketing esportivo global.
O post Eileen Gu se torna exceção milionária nos Jogos de Inverno ao unir performance com gestão de marca apareceu primeiro em Máquina do Esporte.
Esquiadora chinesa faturou aproximadamente US$ 23 milhões em 2025 com patrocinadores mesmo inserida em um mercado pouco valorizado comercialmente
O post Eileen Gu se torna exceção milionária nos Jogos de Inverno ao unir performance com gestão de marca apareceu primeiro em Máquina do Esporte.
Participe da IGI Expo 2026: https://igi-expo.com/


