O futebol feminino de elite atingiu um novo patamar financeiro na temporada 2024/2025. De acordo com a edição de 2026 do Deloitte Football Money League, os 15 clubes com maior faturamento do mundo ultrapassaram, pela primeira vez, a marca de € 150 milhões em receitas acumuladas.
O valor total, de € 158 milhões, representa um crescimento de 35% em comparação ao ciclo anterior. A média de faturamento das equipes consideradas superou € 10 milhões.
A liderança do ranking é ocupada pelo Arsenal. O clube inglês faturou € 25,6 milhões, um salto de 43% em relação à temporada passada. A estratégia dos Gunners baseou-se em investimentos em análise de dados para compreender o perfil do seu público, o que resultou em uma média superior a 35 mil torcedores em cinco partidas distintas.
O Chelsea foi o segundo colocado, com € 25,4 milhões, sustentado pelo melhor desempenho comercial do estudo, com € 19,1 milhões arrecadados neste quesito. O Barcelona completa o top 3 com faturamento de € 22 milhões após uma temporada de destaque esportivo.
Juntos, os três clubes representam 46% de toda a receita gerada pelo top 15. A média de faturamento do trio (€ 24,3 milhões) é mais do que o triplo da média registrada pelos outros doze clubes analisados.
“O crescimento da receita bruta nos clubes de futebol feminino reflete a inovação contínua e a mentalidade comercialmente focada em alguns dos principais mercados do esporte”, comentou Jennifer Haskel, líder de conhecimento e insights do Deloitte Sports Business Group.
“O futebol feminino está começando a trilhar seu próprio caminho com novas parcerias de marca e a expansão das existentes, novas estratégias de venda de ingressos e dedicação para realmente entender a base de fãs em constante evolução”, acrescentou.
Receitas
A análise da Deloitte aponta que o pilar comercial continua sendo o motor econômico da modalidade, sendo responsável por quase três quartos (72%) do faturamento total das equipes consideradas.
O interesse das marcas em atingir um público engajado e a expansão de parcerias foram importantes para esse cenário. As receitas de matchday cresceram 15%, atingindo uma média de € 1,5 milhão, embora alguns clubes da Women’s Super League (WSL) tenham notado queda de público.
Por outro lado, as receitas de transmissão caíram em uma média de 6%, para € 1,3 milhão e representando 13% do total. A oscilação é atribuída aos ciclos de negociação dos direitos de mídia domésticos, que variam conforme a liga e o país.
O desempenho em competições continentais e internacionais também se provou um diferencial financeiro. O Manchester City, quarto colocado, viu suas receitas subirem 63%, para € 12,9 milhões, ao retornar às fases decisivas da Champions League Feminina.
Já o Bayern de Munique, oitavo na lista, beneficiou-se da participação no torneio inaugural World Sevens Football, cuja premiação potencializou suas receitas.
“Embora o futebol feminino tenha crescido significativamente nos últimos anos, a transição da fase inicial para a fase consolidada exige tempo, investimento e esforço constantes para desenvolver as bases da maneira correta”, ponderou Jennifer Haskel.
“À medida que novas conquistas são alcançadas, incluindo competições novas e ampliadas nos maiores palcos, os líderes do setor devem continuar inovando, ao mesmo tempo que protegem os desejos e necessidades de fãs e jogadoras para fomentar um futuro mais sustentável para o esporte”, concluiu.
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Estudo da Deloitte aponta crescimento de 35% no faturamento agregado dos 15 principais times do mundo; Arsenal lidera com maior receita
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