A Sony detalhou, durante um evento para a imprensa, realizado nesta quinta-feira (26), em São Paulo (SP), como foi a operação realizada pela empresa para entregar imagens mais precisas e detalhadas durante o Super Bowl LX, disputado no último dia 8 de fevereiro, no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia. À ocasião, o Seattle Seahawks ficou com o título da NFL, após vencer o New England Patriots por 29 a 13.
“Para se ter uma ideia, falando apenas de uma forma geral, nós tivemos a utilização de 175 câmeras, em um único dia, dentro do estádio”, contou Luis Fernando Fabichack, diretor-geral da Sony Professional Solutions Brasil.
“Sendo que essas 175 câmeras foram divididas em quatro partes. Para o jogo, tivemos 37 câmeras Sony HDC, que hoje é o topo da cadeia que a gente tem, filmando em 4K”, acrescentou.
Show do Intervalo
A Sony utilizou dois dos seus modelos de câmera top de linha, o Venice e o Burano, para exibir o Show do Intervalo, cuja atração principal foi o rapper porto-riquenho Bad Bunny.
O modelo Sony Venice é um equipamento de cinema digital projetado para produções de ponta gravadas em estúdio, como filmes, séries de TV e publicidade. Já a Sony Burano, também utilizada em produções cinematográficas, é projetada para oferecer a mesma qualidade da Venice, mas com um corpo compacto.
“Só naqueles 15 minutos do intervalo foram utilizadas 11 Venices e 3 Buranos”, contou Fabichack.
Outro modelo utilizado na apresentação foi o FX7 Cinema Line PTZ, que também faz parte da linha de cinema da Sony, projetado para trazer visual de alta qualidade em produções ao vivo, como reality shows e transmissões com uso de controle remoto robótico.
A busca da marca foi não haver falhas no evento esportivo mais aguardado do ano pelo público norte-americano.
O Super Bowl LX rendeu audiência de 124,9 milhões de telespectadores nos Estados Unidos, com pico de 137,8 milhões, nas transmissões de NBC, Peacock, Telemundo, plataformas digitais e NFL+. Outros 68 mil torcedores assistiram ao jogo ao vivo no Levi’s Stadium.

Estreia
O Super Bowl LX marcou a estreia do sistema Hawk-Eye no futebol americano. A tecnologia foi usada para uma medição mais precisa da “line to gain” e incluiu o Hawk-Eye SkeleTrack, capaz de rastrear 29 pontos por jogador e realizar o acompanhamento tridimensional da bola oval.
Além disso, houve a primeira implementação completa do ambiente óptico de tracking, ampliando a precisão das análises em campo.
“É importante mostrar como é grande o evento e como a Sony está presente para poder entregar isso para um segmento tão importante”, disse o executivo da marca japonesa.
Suporte
A empresa também ofereceu suporte aos fotógrafos que trabalharam no evento pela agência Associated Press e equipes internas da NFL. Mais de 40 fotógrafos utilizaram câmeras mirrorless da linha Alpha, incluindo modelos Alpha 1 II e Alpha 9 III, com alta definição e capacidade de eliminar distorções por movimento.
A empresa também forneceu novos headsets, dispositivo de áudio que combina fone de ouvido e microfone para a comunicação entre as equipes técnicas e os jogadores.
VAR

No Brasil, o Hawk-Eye, divisão de esportes da Sony, adquirida em 2011, é o fornecedor da tecnologia do VAR às competições da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) desde 2019. À ocasião, venceu uma licitação na entidade para atuar no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil.
Em 2023, o contrato foi renovado por mais quatro temporadas, ampliando a parceria também para a Série B do Brasileirão.
Na elite, a Central do VAR fica dentro da CBF, que tem salas suficientes para monitorar uma rodada completa, com jogos simultâneos. Já o VAR da Série B é operado por meio de unidades móveis que viajam para cada estádio.
“Em cada mesa de VAR temos três ou quatro profissionais que fazem os replays. Lógico que a decisão é do árbitro”, contou o executivo.
Impedimento semiautimático
Neste ano, a CBF contratou a tecnologia do impedimento semiautomático da Genius, que no momento está sendo integrada ao VAR do Hawk-Eye.
“O Hawk-Eye, que fornece a tecnologia do VAR, permanece atendendo a CBF. E a Genius entra agora com o semiautomático. Ambas as empresas têm experiência em trabalharem juntas em grandes ligas europeias, e isso não será problema”, salientou Netto Góes, presidente do Grupo de Trabalho de Arbitragem da confederação.
A CBF e a Genius, no entanto, ainda não estipularam uma data para o início das operações do impedimento semiautomático no futebol brasileiro.
“Temos que fazer isso da melhor maneira possível e com cautela. Estamos falando de uma tecnologia que mede milímetros. E, para medir milímetros, o teste, a calibragem, tem que ser absolutamente perfeito”, afirmou Guilherme Buso, responsável pela operação da Genius na América Latina.
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Marca, cuja divisão de esporte é fornecedora do VAR à CBF, está fazendo a integração com o sistema da Genius para implantação do impedimento semiautomático
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