De acordo com o Instituto Alana, um canal do Youtube voltado para o público infantojuvenil é patrocinado pela empresa de jogos online.
O Instituto Alana, uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos, que defende os direitos das crianças e adolescentes, protocolou uma denúncia contra a operadora de igaming Blaze. A queixa foi formalizada na Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda.
Segundo o que publicou O Globo, nesta terça-feira (5), a ONG acusa a plataforma de apostas de descumprir normas da SPA e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) ao patrocinar o youtuber João Caetano cujo público, de mais de 14 milhões de inscritos, é majoritariamente composto por menores de idade.
Segundo o Instituto Alana, em pelo menos 33 vídeos do influenciador, publicados entre março e julho, existem ações publicitárias da Blaze. A entidade aponta que o youtuber utiliza em seu conteúdo linguagem voltada ao público infantojuvenil.
Veja também: Como as casas de apostas se tornaram líderes de reclamações em análise pelo Conar
Na denúncia, o Instituto afirma que as publicidades da Blaze chegam a ocupar até sete minutos dos vídeos e aparecem no meio de esquetes que muitas vezes contam com a participação de menores de 18 anos.
A proibição da utilização de menores de idade em propagandas de empresas de apostas está presente em portarias da SPA e também do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar).
Representações no Conar crescem em 2024: apostas e influenciadores digitais são os principais alvos
O número de representações éticas abertas pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) aumentou 14% em 2024, totalizando 308 casos, ante 265 no ano anterior. Os dados constam em relatório do escritório de advocacia Kasznar Leonardos, obtido com exclusividade pelo jornal Valor Econômico.
A maioria das denúncias (84,6%) teve como alvo campanhas veiculadas na internet, principalmente em redes sociais (62,2%). Entre os segmentos mais citados estão alimentos (23,1%), apostas (18,8%), medicamentos e cosméticos (11,7%), e moda, lojas e varejo (11,4%).
No caso das casas de apostas, as principais infrações envolveram ausência de aviso de restrição etária, omissão de cláusulas sobre jogo responsável, uso de influenciadores menores de idade e promessas enganosas.
Além das apostas, campanhas de bebidas alcoólicas em locais com presença de crianças, anúncios de armas de pressão em marketplaces e peças com filtros visuais potencialmente enganosos sobre cosméticos também motivaram sanções.
Das 244 representações julgadas no ano, 31,2% resultaram em sustações (retirada imediata do ar), 32% em advertências, 24% em alterações obrigatórias no conteúdo e 13,2% foram arquivadas.
Consumidores foram os principais responsáveis pelas denúncias (64,6%), com crescimento de 17% em relação a 2023. Já os associados do Conar responderam por 19,5% dos registros. A região Sudeste concentrou 51% das denúncias, seguida por Nordeste (28%), Sul (12%), Centro-Oeste (6%) e Norte (3%).
De acordo com o Instituto Alana, um canal do Youtube voltado para o público infantojuvenil é patrocinado pela empresa de jogos online.
O Instituto Alana, uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos, que defende os direitos das crianças e adolescentes, protocolou uma denúncia contra a operadora de igaming Blaze. A queixa foi formalizada na Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda.
Segundo o que publicou O Globo, nesta terça-feira (5), a ONG acusa a plataforma de apostas de descumprir normas da SPA e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) ao patrocinar o youtuber João Caetano cujo público, de mais de 14 milhões de inscritos, é majoritariamente composto por menores de idade.
Segundo o Instituto Alana, em pelo menos 33 vídeos do influenciador, publicados entre março e julho, existem ações publicitárias da Blaze. A entidade aponta que o youtuber utiliza em seu conteúdo linguagem voltada ao público infantojuvenil.
Veja também: Como as casas de apostas se tornaram líderes de reclamações em análise pelo Conar
Na denúncia, o Instituto afirma que as publicidades da Blaze chegam a ocupar até sete minutos dos vídeos e aparecem no meio de esquetes que muitas vezes contam com a participação de menores de 18 anos.
A proibição da utilização de menores de idade em propagandas de empresas de apostas está presente em portarias da SPA e também do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar).
Representações no Conar crescem em 2024: apostas e influenciadores digitais são os principais alvos
O número de representações éticas abertas pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) aumentou 14% em 2024, totalizando 308 casos, ante 265 no ano anterior. Os dados constam em relatório do escritório de advocacia Kasznar Leonardos, obtido com exclusividade pelo jornal Valor Econômico.
A maioria das denúncias (84,6%) teve como alvo campanhas veiculadas na internet, principalmente em redes sociais (62,2%). Entre os segmentos mais citados estão alimentos (23,1%), apostas (18,8%), medicamentos e cosméticos (11,7%), e moda, lojas e varejo (11,4%).
No caso das casas de apostas, as principais infrações envolveram ausência de aviso de restrição etária, omissão de cláusulas sobre jogo responsável, uso de influenciadores menores de idade e promessas enganosas.
Além das apostas, campanhas de bebidas alcoólicas em locais com presença de crianças, anúncios de armas de pressão em marketplaces e peças com filtros visuais potencialmente enganosos sobre cosméticos também motivaram sanções.
Das 244 representações julgadas no ano, 31,2% resultaram em sustações (retirada imediata do ar), 32% em advertências, 24% em alterações obrigatórias no conteúdo e 13,2% foram arquivadas.
Consumidores foram os principais responsáveis pelas denúncias (64,6%), com crescimento de 17% em relação a 2023. Já os associados do Conar responderam por 19,5% dos registros. A região Sudeste concentrou 51% das denúncias, seguida por Nordeste (28%), Sul (12%), Centro-Oeste (6%) e Norte (3%).
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