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Entenda como a Fanatics “engoliu” o mercado de licenciamento e memorabília na Copa do Mundo

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A Copa do Mundo de 2026 reflete também algumas transformações no mercado global de licenciamentos e produtos esportivos, como o caso da Fanatics. Comandada pelo CEO Michael Rubin, que assumiu o controle do merchandising oficial da Fifa com mais de 2 mil pontos de venda ao longo do torneio, a empresa surgiu em 2011 com uma operação de e-commerce focada em camisetas e cartões colecionáveis, e agora, em 2026, se consolida como uma empresa com diferentes “braços”, que projeta faturar nada menos do que US$ 13 bilhões.

A grande chave para esta projeção está justamente na estratégia agressiva de diversificação de portfólio. Sob a ótica dos quatro pontos principais definidos pelo próprio Rubin (comprar, apostar, colecionar e conectar), a empresa transformou um varejo antes fragmentado em um sistema integrado que acompanha toda a jornada de entretenimento do fã.

Transformação digital inversa: Retorno do objeto físico

Em um mercado que recentemente apostou praticamente todas as fichas nos ativos digitais, a Fanatics nadou contra a corrente e entendeu que o torcedor ainda deseja o souvenir do objeto físico. A empresa desenhou o conceito de transformação digital inversa, em que o que nasce digital vira produto físico customizável.

Montagem de ingressos dos Las Vegas Raiders, da NFL – Divulgação

O modelo v-commerce: Risco zero e flexível

Na operação, a Fanatics se baseia no que chama de v-commerce (comércio vertical integrado), um modelo em que a empresa controla de ponta a ponta o design, a fabricação, a distribuição e a venda final de todo o vestuário esportivo. Essa mecânica eliminou uma das principais dores do varejo tradicional: a diferença de estoque de times eliminados ou que se tornam a surpresa da competição.

Mas como funciona na prática? A Fanatics posicionou centros de impressão rápida próximos a todas as sedes da Copa. Se uma seleção zebra vence uma partida à noite, os dados de demanda disparam a fabricação automatizada de madrugada para abastecer as lojas na manhã seguinte. Caso um tamanho esvazie nas prateleiras do estádio, o funcionário utiliza o sistema de “corredor infinito”, processando a venda digitalmente em um tablet para que o produto seja despachado direto do estoque central para a casa do cliente. 

A próxima fronteira: Da memorabília ao entretenimento

Demonstrando que o e-commerce foi apenas um primeiro passo, a Fanatics avançou sobre novos mercados desbancando hegemonias importantes no mercado:

Fanatics Markets – Reprodução

Ao amarrar varejo, colecionáveis, apostas e agora produção de conteúdo em uma única engrenagem comercial, a Fanatics mostra que o futuro do esporte pode estar nas mãos de plataformas capazes de administrar toda a cadeia de consumo do fã em tempo real.

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Ao amarrar varejo, colecionáveis, apostas e agora produção de conteúdo em uma única engrenagem comercial, empresa mostra que o futuro do esporte pode estar nas mãos de plataformas capazes de administrar toda a cadeia de consumo do fã em tempo real
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