Entenda por que o Flamengo acalmou em relação à briga com a Libra

A reunião realizada na sede do Flamengo, na tarde desta quarta-feira (18), serviu para selar a paz, ainda que de maneira momentânea, dentro da Liga do Futebol Brasileiro (Libra).

O bloco apresentava sérios sinais de que caminhava para o colapso irreversível quando, a partir de meados do ano passado, o presidente do clube rubro-negro, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, passou a criticar publicamente o modelo de divisão de receitas provenientes do contrato de direitos de transmissão firmado com o Grupo Globo.


A situação se agravou ainda mais depois que o Flamengo obteve na Justiça o bloqueio de repasses feitos pela empresa de comunicação aos clubes do bloco, em uma decisão que posteriormente foi derrubada em parte, mas que deixou sérios traumas internos na Libra.

Apesar de seguirem atrelados ao contrato firmado pela Libra com o Grupo Globo, Vitória e Atlético-MG já anunciaram que deixarão o grupo para se unirem ao Futebol Forte União (FFU).

Conforme noticiou a Máquina do Esporte, o time mineiro, embora ainda não tenha oficializado sua migração (que precisa ser aprovada pelos atuais membros do Condomínio Forte União), já firmou um acordo com a investidora Sport Media Participações, para venda de parte de seus direitos comerciais e de transmissão pelo prazo de 50 anos.


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O Grêmio trilharia o mesmo caminho, mas viu seu ingresso no FFU tornar-se objeto de polêmica entre parte dos clubes que hoje integram o grupo.

Em uma reviravolta, o Tricolor Gaúcho aliou-se a Flamengo e Remo, passando a cobrar a revisão no acordo da Libra com o Grupo Globo. Esse movimento realinhou a correlação de forças no bloco, que agora também deseja se reunir com FFU e Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para debater a ideia da criação de uma liga unificada no país.

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Dinheiro e poder

A coalizão entre Flamengo, Remo e Grêmio tem como foco declarado a busca pelo reajuste no valor a ser pago pelo Grupo Globo à Libra em 2026, ano em que o grupo passou a contar com dez times na Série A do Brasileirão, contra nove na última temporada.

Na reunião desta quarta-feira (18), esse assunto dos valores a serem recebidos da emissora chegou a ser abordado, mas não avançou e deverá ser tratado ainda em outras ocasiões.

O encontro, que durou cerca de três horas e meia, pode ter ficado indefinido no tocante às questões financeiras. Porém, serviu para reequilibrar as forças internas no bloco, apaziguando assim a rebeldia do Flamengo.

A arquitetura de poder que vigorava na Libra até então foi construída com participação fundamental do ex-presidente do clube carioca Rodolfo Landim, de quem Bap era opositor.

Para que o bloco comercial avançasse, Landim aceitou ceder tanto espaço de poder dentro da Libra quanto garantir uma divisão de dinheiro que fosse vista como benéfica para os times de menor torcida.

Ao assumir o poder no Flamengo, Bap procurou centrar fogo na obra do antecessor, sobretudo no modelo de distribuição das receitas da Libra.

Nos bastidores, ele vinha contestando nos últimos tempos o Comitê Gestor da Libra, formado por dirigentes do grupo interno rival (encabeçado por Palmeiras, Bahia e Red Bull Bragantino).

O Flamengo entendia que os mandatos de André Rocha, do Red Bull Bragantino, e Raul Aguirre, do Bahia, teriam se encerrado em fevereiro.

O grupo rival argumentava, porém, que a permanência de ambos nos cargos teria sido prorrogada por 60 dias.

O fato é que, nesta última reunião, apesar dos ânimos um tanto exaltados no começo, os clubes acabaram chegando a um consenso, com a entrada do Flamengo no Comitê Gestor, com Bap, ao lado do Bahia, que segue com Aguirre. São Paulo e Grêmio ocuparão a suplência.

Esse movimento do Tricolor Gaúcho levanta sérias dúvidas quanto às possibilidades de a proposta de migração para o FFU vir a ser retomada. A votação que ocorreria no Conselho Deliberativo para debater a saída da Libra e a entrada no bloco rival foi suspensa e não tem nova data para ocorrer.

Corte Arbitral

Dos R$ 83 milhões que o Flamengo conseguiu bloquear judicialmente no ano passado, R$ 66 milhões foram liberados para os clubes, enquanto o futuro dos R$ 17 milhões restantes será definido por uma Corte Arbitral.

Essa disputa foi a causa da tensão inicial no encontro da Libra. No decorrer da reunião, porém, ficou acertada a criação de uma comissão com alguns representantes dos clubes para tratar da questão com o Flamengo.

A ideia é que, a partir dessa discussão, os membros possam avançar nos debates sobre o modelo de divisão de receitas, em especial o quesito que leva em conta o critério de audiência.

Durante o encontro, os clubes acataram a proposta feita por Palmeiras, Bahia e Red Bull Bragantino de destinarem 3% do total arrecadado pela Libra para os membros que hoje estão na Série C.

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Clube amplia influência política dentro do bloco com vaga no Comitê Gestor, enquanto aguarda Corte Arbitral sobre polêmica da divisão de cotas
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