Entenda porque conflito de interesses entre bets impede o Corinthians de usar patch de campeão da Copa do Brasil

Timão pode não usar símbolo por conter marca de empresa de apostas concorrente da patrocinadora máster.


São Paulo.- Mesmo tendo direito a usar na camisa um patch comemorativo pela conquista da Copa do Brasil de 2025, o Corinthians pode acabar não usando o enfeite em seu uniforme por conta de conflito de interesses. O problema ocorre porque o Timão tem a operadora de apostas Esportes da Sorte como patrocinadora máster e a detentora dos naming rights da competição nacional é a concorrente Betano.

De acordo com o que publicou o ge, o patch expõe o “Copa Betano do Brasil” e, por contrato, o Alvinegro está proibido de divulgar outra casa de apostas diferente da Esportes da Sorte. Para tentar contornar a situação, o clube paulista pediu à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) autorização para confeccionar um patch sem o nome da Betano.

Veja também: Ferroviária renova acordo de patrocínio máster com a Esportes da Sorte


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Se a CBF não autorizar, a tendência é que o Timão não utilize a homenagem ao título. Essa atitude seria a mesma que o rival São Paulo adotou. Quando o tricolor paulista venceu a Copa do Brasil de 2023, optou por não usar o patch de campeão no ano seguinte para evitar conflitos com a patrocinadora máster Superbet, que é do mesmo setor econômico que a Betano e a Esportes da Sorte.

Este não é o primeiro conflito de interesses comerciais que o Corinthians enfrentou. Em janeiro de 2025, o clube assinou um acordo com o título de capitalização Viva Sorte, o acordo seria válido até dezembro de 2026. Se a parceria tivesse seguido, ao final do período de contrato o Alvinegro receberia R$ 30 milhões (USD 5.2 mi).

Entretanto, o acordo com o título de capitalização foi oficialmente encerrado apenas três meses após a assinatura. O motivo do fim do contrato foi o fato de o grupo que controla a Viva Sorte ter lançado uma plataforma de apostas própria com o nome de Viva Sorte Bet, o que poderia gerar conflitos jurídicos com a Esportes da Sorte.

Recentemente, o Corinthians encaminhou a renovação do contrato de patrocínio máster com a Esportes da Sorte. A empresa está com o Timão desde julho de 2024 e originalmente o contrato se encerraria em 2027. Agora, o vínculo será estendido até 2029 e o valor reajustado.

A plataforma de igaming pagava ao alvinegro R$ 103 milhões (US$ 19,2 mi) anuais, o que englobava a categoria de futebol feminino e ainda outras modalidades, como basquete, vôlei e futsal, além de parte dos valores serem destinados para pagar o salário do atacante holandês Memphis Depay.

Segundo o ge, o novo contrato terá mudanças em comparação ao anterior. A primeira delas é que o valor fixo pago anualmente será de R$ 150 milhões por temporada (US$ 28 mi), podendo chegar a R$ 200 milhões (US$ 37,2 mi) caso metas sejam alcançadas.

Outra mudança é que não há mais obrigação de repasse de recursos ao camisa 10 do time, a diretoria do clube poderá usar os valores pagos pela Esportes da Sorte como achar melhor. Além disso, o acordo permite que o Corinthians negocie o patrocínio máster do feminino e dos outros esportes com outras empresas, desde que sejam de segmentos diferentes. Caso o Timão consiga uma outra companhia para o espaço máster dessas modalidades, a marca da plataforma de igaming passaria para outra área do uniforme.

Timão pode não usar símbolo por conter marca de empresa de apostas concorrente da patrocinadora máster.

São Paulo.- Mesmo tendo direito a usar na camisa um patch comemorativo pela conquista da Copa do Brasil de 2025, o Corinthians pode acabar não usando o enfeite em seu uniforme por conta de conflito de interesses. O problema ocorre porque o Timão tem a operadora de apostas Esportes da Sorte como patrocinadora máster e a detentora dos naming rights da competição nacional é a concorrente Betano.

De acordo com o que publicou o ge, o patch expõe o “Copa Betano do Brasil” e, por contrato, o Alvinegro está proibido de divulgar outra casa de apostas diferente da Esportes da Sorte. Para tentar contornar a situação, o clube paulista pediu à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) autorização para confeccionar um patch sem o nome da Betano.

Veja também: Ferroviária renova acordo de patrocínio máster com a Esportes da Sorte

Se a CBF não autorizar, a tendência é que o Timão não utilize a homenagem ao título. Essa atitude seria a mesma que o rival São Paulo adotou. Quando o tricolor paulista venceu a Copa do Brasil de 2023, optou por não usar o patch de campeão no ano seguinte para evitar conflitos com a patrocinadora máster Superbet, que é do mesmo setor econômico que a Betano e a Esportes da Sorte.

Este não é o primeiro conflito de interesses comerciais que o Corinthians enfrentou. Em janeiro de 2025, o clube assinou um acordo com o título de capitalização Viva Sorte, o acordo seria válido até dezembro de 2026. Se a parceria tivesse seguido, ao final do período de contrato o Alvinegro receberia R$ 30 milhões (USD 5.2 mi).

Entretanto, o acordo com o título de capitalização foi oficialmente encerrado apenas três meses após a assinatura. O motivo do fim do contrato foi o fato de o grupo que controla a Viva Sorte ter lançado uma plataforma de apostas própria com o nome de Viva Sorte Bet, o que poderia gerar conflitos jurídicos com a Esportes da Sorte.

Recentemente, o Corinthians encaminhou a renovação do contrato de patrocínio máster com a Esportes da Sorte. A empresa está com o Timão desde julho de 2024 e originalmente o contrato se encerraria em 2027. Agora, o vínculo será estendido até 2029 e o valor reajustado.

A plataforma de igaming pagava ao alvinegro R$ 103 milhões (US$ 19,2 mi) anuais, o que englobava a categoria de futebol feminino e ainda outras modalidades, como basquete, vôlei e futsal, além de parte dos valores serem destinados para pagar o salário do atacante holandês Memphis Depay.

Segundo o ge, o novo contrato terá mudanças em comparação ao anterior. A primeira delas é que o valor fixo pago anualmente será de R$ 150 milhões por temporada (US$ 28 mi), podendo chegar a R$ 200 milhões (US$ 37,2 mi) caso metas sejam alcançadas.

Outra mudança é que não há mais obrigação de repasse de recursos ao camisa 10 do time, a diretoria do clube poderá usar os valores pagos pela Esportes da Sorte como achar melhor. Além disso, o acordo permite que o Corinthians negocie o patrocínio máster do feminino e dos outros esportes com outras empresas, desde que sejam de segmentos diferentes. Caso o Timão consiga uma outra companhia para o espaço máster dessas modalidades, a marca da plataforma de igaming passaria para outra área do uniforme.

  


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