A medida de Temer abriu caminho para que a regulamentação do setor fosse feita em 2025.
O ex-presidente da República Michel Temer comentou sobre a participação dele na liberação das apostas de quota fixa no país durante uma entrevista que concedeu ao programa Frente a Frente, da Folha e do UOL. Segundo o político, ele “não aplaude” o que fez.
A medida de Temer, assinada em dezembro de 2018, abriu caminho para que as empresas de apostas de quota fixa começassem a operar no país. A regulamentação do setor, que deveria ter sido iniciada em até dois anos, só feita em 2025.
Veja também: Entenda as normas que proíbem pessoas com dívidas no FIES de ter acesso a sites de apostas online
De acordo com o ex-presidente, a prática das apostas não é algo que ele defende. “Não é útil para o país, eu confesso que não é útil para o país. Se você me perguntar ‘você se arrepende?’ Eu não digo que eu me arrependo, porque eu sei que a regulamentação viria depois, mas eu não posso aplaudir aquele ato. Eu sou obrigado a dizer”, declarou.
Apesar de afirmar que existem pontos negativos em relação às apostas, Temer também disse que o mesmo acontece com outras modalidades de jogos de azar. “[As bets] estão causando problema, como causa problema a loteria esportiva, causa problema a loteria geral, todos os jogos causam problema”, disse.
Segundo Temer, a assinatura na época foi uma tentativa de compensar a não legalização dos cassinos no Brasil. “Havia uma tentativa muito grande de instituir cassinos no país. Ao mesmo tempo, a resistência aos cassinos também era muito grande. E a forma intermediária que me pareceu adequada naquele momento foi autorizar as apostas. Seria um mal menor. Foi isso que me levou a assinar naquele período”, explicou o ex-presidente.
Questionado se faria algo diferente se tivesse a oportunidade hoje, Michel Temer afirmou que faria uma regulamentação rigorosa somada a fiscalização reforçada. O político ressaltou ainda que os jogos de azar sempre existiram no país, mesmo antes da autorização das bets.
Por fim, o ex-chefe do Poder Executivo defendeu uma abordagem educativa para lidar com o jogo excessivo e usou o exemplo da proibição de usuários do Bolsa Família de acessar plataformas de apostas como uma forma positiva de intervenções que o governo pode fazer para impedir que pessoas em situação vulnerável gastem o que não deveriam.
A medida de Temer abriu caminho para que a regulamentação do setor fosse feita em 2025.
O ex-presidente da República Michel Temer comentou sobre a participação dele na liberação das apostas de quota fixa no país durante uma entrevista que concedeu ao programa Frente a Frente, da Folha e do UOL. Segundo o político, ele “não aplaude” o que fez.
A medida de Temer, assinada em dezembro de 2018, abriu caminho para que as empresas de apostas de quota fixa começassem a operar no país. A regulamentação do setor, que deveria ter sido iniciada em até dois anos, só feita em 2025.
Veja também: Entenda as normas que proíbem pessoas com dívidas no FIES de ter acesso a sites de apostas online
De acordo com o ex-presidente, a prática das apostas não é algo que ele defende. “Não é útil para o país, eu confesso que não é útil para o país. Se você me perguntar ‘você se arrepende?’ Eu não digo que eu me arrependo, porque eu sei que a regulamentação viria depois, mas eu não posso aplaudir aquele ato. Eu sou obrigado a dizer”, declarou.
Apesar de afirmar que existem pontos negativos em relação às apostas, Temer também disse que o mesmo acontece com outras modalidades de jogos de azar. “[As bets] estão causando problema, como causa problema a loteria esportiva, causa problema a loteria geral, todos os jogos causam problema”, disse.
Segundo Temer, a assinatura na época foi uma tentativa de compensar a não legalização dos cassinos no Brasil. “Havia uma tentativa muito grande de instituir cassinos no país. Ao mesmo tempo, a resistência aos cassinos também era muito grande. E a forma intermediária que me pareceu adequada naquele momento foi autorizar as apostas. Seria um mal menor. Foi isso que me levou a assinar naquele período”, explicou o ex-presidente.
Questionado se faria algo diferente se tivesse a oportunidade hoje, Michel Temer afirmou que faria uma regulamentação rigorosa somada a fiscalização reforçada. O político ressaltou ainda que os jogos de azar sempre existiram no país, mesmo antes da autorização das bets.
Por fim, o ex-chefe do Poder Executivo defendeu uma abordagem educativa para lidar com o jogo excessivo e usou o exemplo da proibição de usuários do Bolsa Família de acessar plataformas de apostas como uma forma positiva de intervenções que o governo pode fazer para impedir que pessoas em situação vulnerável gastem o que não deveriam.