O cofundador da EBAC (Empresa Brasileira de Apoio ao Compulsivo), Ricardo Magri celebrou os números do primeiro ano de mercado regulado de apostas online no Brasil.
“Sempre temos muitas conversas abertas, porque é um assunto latente que ainda não conta com muitos prestadores de serviço. Eu estou bem feliz com o resultado do primeiro ano. Em termos gerais, das mais de 80 marcas do mercado regulado, já temos 30 e tantas. Para um primeiro ciclo, é um número bem significativo e interessante”, afirmou.
De acordo com Magri, o principal objetivo neste momento é ajudar as empresas a se consolidarem no cenário nacional, garantindo, ao mesmo tempo, a manutenção dos contratos com os parceiros.
“A partir daí, buscamos novos contratos. Temos um perfil bem diferente de abordagem nesse tema de jogo responsável entre os grupos globais e os operadores brasileiros locais”, ele salientou.
“Também precisamos adaptar a linguagem de um público para o outro. A saúde operacional de todos eles nos interessa, assim como a saúde mental dos clientes dessas empresas”, completou.
Impacto do aumento da tributação do setor de apostas
O setor regulado de apostas sofreu um impacto com a aprovação de um aumento escalonado de tributação no Congresso, no final do ano passado. “Sou muito crítico ao governo brasileiro na questão da regulamentação. Acho lamentável. Tenho a sensação de que aprovaram visando a arrecadação, sem entender do assunto, sem se aprofundar e com comunicações que jogam contra”, disse.
Ele acrescentou: “a carga tributária não contribui para o fomento. Já acho injusto o valor da outorga. Não conheço nenhuma indústria de risco em que você precisa pagar tanto para operar e, ainda assim, ter uma carga enorme operando”.
Além disso, Ricardo Magri alertou para os riscos de expansão do mercado paralelo. “É um negócio como qualquer outro, que sofre com esse aumento de carga. Ele (governo) não percebeu isso, não ajustou e vai ver a consequência disso quando ficar feio. Ai, não sei como irá reagir: se vai desdenhar ou fazer alguma ação corretiva”.
“O que eu sei é que a indústria não vai parar de operar. Então, ela pode voltar ao cenário anterior à regulamentação ou partir para o cenário paralelo. Esse mercado ilegal sempre vai existir, ainda mais com inúmeras dificuldades para o mercado regulado”, concluiu.
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