O segundo dia do BiS SiGMA South America 2026, realizado nesta quarta-feira em São Paulo, contou com discussões sobre o papel da experiência do usuário e da cultura local na evolução do mercado de apostas no Brasil.
Com o setor entrando em uma nova fase após a regulamentação, os debates se voltaram mais para a forma como as empresas estão se adaptando ao comportamento do consumidor brasileiro, considerado que o Brasil é um dos mercados mais engajados do mundo em esportes e plataformas digitais.
Experiência do usuário ganha protagonismo
Os painéis ao longo do dia destacaram que a competição no mercado regulado tende a ser cada vez mais definida pela experiência oferecida ao usuário. Elementos como personalização, velocidade de pagamento e usabilidade foram apontados como fatores decisivos para retenção e crescimento.
Maurício Santos, CEO do Grupo MCS, fez um comentário muito relevante sobre isso. “A televisão tradicional está gradualmente perdendo espaço para as plataformas digitais. Enquanto os fãs querem cada vez mais participar de esportes por meio de apostas e ligas de fantasia, em vez de apenas assistir.”
A discussão também incluiu o papel da tecnologia na construção dessas experiências, com o uso de dados e algoritmos para entender padrões de comportamento e oferecer jornadas mais fluidas e interativas.
Especialistas destacaram que, em um ambiente mais competitivo, a experiência passa a ser um diferencial tão relevante quanto as odds ou as ofertas promocionais.
Falando em experiência do usuário, a quarta do BIS SiGMA South America 2026 também contou com a presença de grandes nomes do futebol brasileiro:
- Luizão: ex-atacante da seleção brasileira e campeão da Copa do Mundo de 2002
- Vampeta: ex-volante da seleção brasileira, também campeão mundial em 2002
- Müller: ex-atacante campeão da Copa do Mundo de 1994
Cultura local molda estratégias no Brasil
Outro tema abordado foi a necessidade de adaptação cultural. As empresas que operam no Brasil vêm ajustando suas estratégias para dialogar com um público altamente conectado ao esporte, especialmente ao futebol, e com forte presença em redes sociais.
Os debates apontaram que campanhas genéricas tendem a ter menor impacto em comparação a iniciativas que incorporam referências culturais locais e linguagem mais próxima do público.
Essa adaptação também se reflete em parcerias com clubes, influenciadores e figuras do esporte, que ajudam a construir identificação e confiança junto aos usuários.
A forte relação do público com o esporte e o entretenimento acabou apontada como um dos principais fatores que diferenciam o país de outros mercados. Com isso, exigindo estratégias mais localizadas e alinhadas ao comportamento do consumidor.
Felipe Fraga, CBO na Stellar Gaming, comentou: “Quando não há mais espaço para estampar a marca na camisa do clube, as empresas aproveitam o atleta para ser a pessoa que vai comunicar. O brasileiro sempre vai ser fã do esporte, e a porta de entrada no iGaming é por meio do esporte.”

Especialistas ressaltaram que a construção de uma imagem responsável será determinante para a sustentabilidade do setor no longo prazo, equilibrando crescimento com proteção ao consumidor.
O comportamento digital do brasileiro ajuda a explicar esse crescimento acelerado do mercado. Estudos indicam que 38% da população já consome algum tipo de jogo ou aposta online.
A programação do evento continua nesta quinta-feira (9) com discussões voltadas a inovação, loterias e perspectivas futuras para o mercado de apostas na América Latina.
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