0 0 lang="pt-BR"> Fazenda traça as diretrizes operacionais para o mercado B2B de iGaming no Brasil - Games Latam Magazine
Games Latam Magazine

Fazenda traça as diretrizes operacionais para o mercado B2B de iGaming no Brasil

Read Time:2 Minute, 18 Second

O mercado B2B de iGaming passou por um debate decisivo promovido pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF) com o intuito de definir o futuro das prestadoras de serviços no país.

A audiência pública teve como meta principal dialogar com agentes econômicos e a sociedade civil a fim de estabelecer uma regra de corte: empresas fornecedoras regulamentadas só poderão atuar junto a operadoras devidamente autorizadas pelo governo federal.

Essa ação regulatória busca mapear as pessoas jurídicas que sustentam o funcionamento das plataformas de jogos.

De acordo com a SPA, a futura portaria vai concentrar suas exigências em cinco pilares centrais: plataformas de apostas, provedores de jogos (desenvolvedores e estúdios), laboratórios de certificação, fornecedores de odds (probabilidades) e soluções de KYC (focadas em geolocalização e reconhecimento facial).

Como o governo vai fiscalizar o mercado B2B de iGaming

Os representantes da SPA afirmaram durante a reunião que a regulação terá um caráter estritamente técnico, visando a segurança operacional e jurídica.

A intenção é transformar essas prestadoras em ferramentas cruciais de controle no combate às operações ilegais.

Contudo, a autoridade garantiu que não vai intervir em negociações privadas, preservando a total autonomia contratual entre as partes envolvidas.

O papel do Estado será apenas verificar a habilitação técnica, a idoneidade e a capacidade financeira das companhias.

Para não criar barreiras que sufoquem a livre concorrência, a implementação desse modelo ocorrerá de forma gradual, em duas etapas.

A primeira fase, focada no reconhecimento, fará uma avaliação básica da capacidade financeira e técnica das corporações, mantendo integralmente válidas as certificações já emitidas.

Já o segundo momento trará exigências mais profundas por meio de portarias posteriores, com especificações técnicas detalhadas e homologações de arquitetura de dados.

Menos burocracia para os servidores e maior rigor nas cotações

Uma decisão bastante comemorada no encontro foi o recuo da Fazenda em relação à cobrança de uma estrutura corporativa apartada para o Remote Gaming Server (RGS).

A entidade governamental entendeu que as provedoras já possuem esses servidores nativamente.

Para o advogado especialista no segmento, Lucas Finotti Bernini, essa mudança demonstra que a pasta ouviu as demandas reais do setor.

“Exigir isso geraria uma redundância desnecessária e um custo regulatório sufocante para estúdios que já operam globalmente sob padrões rígidos de conformidade.

A eliminação dessa barreira garante a eficiência operacional que as plataformas precisam”, explicou.

Por outro lado, o segmento de provedoras de odds passará por um aprimoramento normativo, com regras mais rígidas de integridade para evitar riscos de manipulação de resultados esportivos.

Todo esse novo escopo baseia-se no relatório de consulta pública divulgado em 12 de junho, que segue disponível para consulta no portal oficial da SPA.

O post Fazenda traça as diretrizes operacionais para o mercado B2B de iGaming no Brasil apareceu primeiro em iGaming Brazil.

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %
Sair da versão mobile