Federação Inglesa não irá recorrer de decisão sobre Paquetá

A FA (Football Association) não irá recorrer das supostas infrações à Regra E5 da entidade atribuídas a Lucas Paquetá que foram consideradas não comprovadas pela Comissão Reguladora.

Em comunicado, a Comissão afirmou que decidirá a sanção adequada para as infrações que foram consideradas comprovadas e publicará os detalhes assim que possível.


“A FA está comprometida em garantir que a integridade do futebol seja preservada, e investigações completas e rigorosas sempre serão conduzidas diante de acusações sérias de violações das regras”, disse a nota.

Em agosto, a Comissão Reguladora da FA rejeitou todas as quatro acusações de manipulação de cartões contra o meio-campista do West Ham e da Seleção Brasileira, Lucas Paquetá, mas o considerou culpado de duas infrações à Regra F3 por não responder a perguntas em entrevistas da FA.

A Comissão concluiu que os dados e padrões de apostas apontados pela FA não provaram que Paquetá buscou intencionalmente receber cartões em quatro jogos da Premier League. Segundo o parecer, a movimentação poderia ser explicada por “dicas quentes” que circulavam entre apostadores no Brasil, ressaltando limitações de cobertura do mercado e a necessidade de dados granulares em nível de conta.


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As evidências de campo, incluindo análises de árbitros especialistas, enquadraram os cartões dentro da normalidade do jogo. Os lances não eram inerentemente suspeitos nem mostravam tentativa de forçar advertências.

O painel também questionou pontos do caso da FA. Registrou que as análises da Stats Perform Integrity Service (SPIS) sofreram viés de confirmação, e que o analista da SPIS não era independente da investigação e que não teve acesso a dados detalhados de apostas.

Embora não tenha considerado negativa a postura de Paquetá em entrevistas – quando ele optou por adotar a postura “sem comentários” -, a Comissão concluiu que ele violou a Regra F3 ao não responder durante as entrevistas realizadas entre 11 de setembro e 10 de novembro de 2023. Indicou que a sanção deve ser branda, já que ele agiu por orientação jurídica, mas reservou a decisão final para depois.

As acusações de manipulação (E5.1), que envolviam quatro jogos do West Ham entre novembro de 2022 e 2023, foram rejeitadas por unanimidade. As violações da Regra F3, porém, foram confirmadas.

Do que ele foi acusado — e o que aconteceu depois

Paquetá foi inicialmente acusado de violar a Regra E5.1 ao buscar intencionalmente cartões amarelos em quatro partidas – Leicester City (12/11/2022), Aston Villa (12/03/2023), Leeds United (21/05/2023) e Bournemouth (12/08/2023) – para que apostadores ligados a ele no Brasil lucrassem.

Segundo a acusação da FA, ele teria informado ao menos uma pessoa de que tentaria ser advertido, sabendo que apostas seriam feitas. Ele também enfrentava duas acusações pela Regra F3 por não responder a perguntas dos investigadores.

A investigação ganhou força após alertas da UEFA e da Associação Internacional de Integridade nas Apostas (IBIA), com a FA notificando o West Ham em 14 de agosto de 2023 para convocar entrevistas e solicitar a extração de dados de telefone. Paquetá compareceu a entrevistas entre 11 de setembro e 10 de novembro, utilizando a estratégia de responder apenas “sem comentários”, por orientação legal, enquanto a FA buscava acesso aos dispositivos.

Em 23 de maio de 2024, a FA o acusou formalmente de quatro violações da Regra E5.1 e duas da F3. O processo se arrastou e foi descrito pela própria FA, em seu encerramento, como o mais longo já julgado por uma Comissão Reguladora – tendo como “pilar” da acusação os padrões de apostas e supostas ligações entre o jogador e os apostadores.

As razões apresentadas pela Comissão explicaram por que esse pilar não se sustentava. Concluiu que os picos de apostas poderiam ser explicados por “dicas quentes” ou informações percebidas como internas no Brasil, ressaltou o papel limitado da IBIA como órgão de alerta (sem acesso a dados de contas individuais) e criticou a dependência da FA em resumos, sem registros detalhados de apostas.

Em campo, testemunhos de Mark Clattenburg e outros árbitros colocaram cada cartão dentro do padrão normal de arbitragem. O painel também registrou que as perícias em telefone não sustentaram a hipótese de exclusões deliberadas e rejeitou inferências negativas pelo uso da resposta “sem comentários” nas entrevistas.

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A FA (Football Association) não irá recorrer das supostas infrações à Regra E5 da entidade atribuídas a Lucas Paquetá que foram consideradas não comprovadas pela Comissão Reguladora. Em comunicado, a 


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