Fifa triplica receitas no ciclo da Copa de 2026, com mais seleções e ajuda do Super Mundial de Clubes

Estamos a pouco mais de um ano e três meses do início a próxima Copa do Mundo de futebol, em 11 de junho de 2026, que terá como sedes Estados Unidos, México e Canadá.

Embora a competição ainda pareça estar distante no horizonte, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) já vislumbra números bem concretos relacionados ao evento.


A entidade máxima do futebol, que organiza o torneio, espera faturar US$ 13 bilhões (cerca de R$ 75 bilhões, pela cotação atual) no ciclo da próxima Copa do Mundo, que compreende o período de 2023 a 2026.

Para se ter uma ideia, essa quantia representa o triplo do que a Fifa arrecadou no ciclo da Copa de 2010 (2007 a 2010), realizada na África do Sul. Na ocasião, ela faturou US$ 4 bilhões (R$ 23 bilhões).

Ao longo dos últimos 20 anos, as receitas da Fifa vêm crescendo de maneira constante, atingindo US$ 5,1 bilhões (R$ 29,5 bilhões) no ciclo da Copa de 2014, no Brasil; US$ 6,4 bilhões (R$ 37 bilhões) na de 2018, na Rússia; e US$ 7,1 bilhões (R$ 41,1 bilhões) na de 2022, no Catar.


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Dessa forma, esta será a primeira vez que a Fifa conseguirá ultrapassar a barreira de US$ 10 bilhões arrecadados, em um ciclo de Copa do Mundo.

Aumento no número de seleções faz receitas dispararem

Vários fatores ajudam a explicar essa explosão no faturamento da Fifa, no ciclo da Copa do Mundo de 2026. Uma delas está relacionada às sedes do Mundial (os Estados Unidos, em especial), países que já contam com farta estrutura de hospitalidade e entretenimento, que torna o evento mais atrativo para turistas.

O aumento na quantidade de seleções da Copa do Mundo, que passou de 32, em 2022, para 48 no ano que vem, também ajudará a turbinar as finanças da entidade, pois esse movimento resultará numa maior quantidade de jogos durante o torneio. Mais partidas representam mais torcedores viajando para consumir a competição.

A categoria que mais deverá contribuir para o crescimento de 71% nas receitas da Fifa, em relação ao último Mundial, é justamente a denominada “hospitalidade e bilheteria”, com um total de pouco mais de US$ 3 bilhões (R$ 17,3 bilhões).

Não se pode esquecer de que a Copa de 2026 contará com estádios maiores e ocorrerá em mercados onde o público já assimilou preços mais elevados de ingressos.

Além de atrair mais espectadores para o evento, a Fifa também conseguiu ampliar suas parcerias comerciais.

As receitas publicitárias da entidade deverão crescer 59% em comparação ao ciclo de 2019 a 2022, atingindo US$ 2,8 bilhões (R$ 16,2 bilhões), graças à chegada de novas marcas como a petrolífera Aramco, da Arábia Saudita, e da Lenovo, aliada à permanência de antigas parceiras como Adidas e Coca-Cola.

O aumento no número de seleções também ajuda a garantir maior apelo da Copa de 2026 em diversos mercados que antes estariam excluídos da competição.

Para o atual ciclo, a entidade projeta faturar US$ 4,2 bilhões (R$ 24,3 bilhões) com a venda de direitos de TV do Mundial, o que equivale a 24% a mais do que o obtido em 2022.

Super Mundial de Clubes

Quando grandes clubes da Europa como Juventus, Real Madrid e Barcelona começaram a organizar a criação da Superliga, torneio de elite que reuniria os times mais ricos e de maior torcida do continente, a Fifa foi uma das vozes mais contundentes contra a criação dessa competição.

Neste ano, ela própria realizará sua competição de elite, o Super Mundial de Clubes, reunindo não apenas equipes europeias, mas de todos os continentes.

Os resultados financeiros obtidos pela Fifa com o torneio demonstram a razão para ela haver dedicado tanta energia ao Super Mundial, projetado para ser realizado a cada quatro anos.

A primeira edição do torneio deverá injetar cerca de US$ 2 bilhões nos cofres da Fifa. Grande parte dessa quantia é proveniente do contrato da entidade com a plataforma de streaming DAZN, que adquiriu os direitos de transmissão globais do Mundial.

Apesar de faturar mais, a entidade projeta um aumento em suas despesas para implementar esses projetos grandiosos. No caso do Mundial de 2025, a Fifa gastará US$ 1 bilhão (R$ 5,79 bilhões) na premiação em dinheiro que será distribuída aos clubes participantes.

Para o atual ciclo, a entidade projeta um lucro operacional de “apenas” US$ 100 milhões (R$ 579 milhões). Na Copa de 2022, o resultado alcançado pela Fifa ficou em US$ 944 milhões (R$ 5,4 bilhões).

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Expectativa é de que entidade máxima do futebol alcance R$ 75 bilhões em receitas, no período que vai de 2023 a 2026
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