Flamengo tem queda na receita bruta e aumento de dívida para R$ 327 milhões

O Flamengo divulgou o balanço de 2024 com uma arrecadação bruta de R$ 1,334 bilhão. É o quarto ano seguindo que o clube alcança patamar superior a R$ 1 bilhão nas receitas, sendo que esse número só não foi atingido pela última vez em 2020, no auge da pandemia do coronavírus, quando o esporte chegou a ser paralisado.

O número também é superior ao do Palmeiras, segundo clube que mais arrecadou no país em 2024, com R$ 1,274 bilhão, que chegou a esse patamar graças fundamentalmente à chamada receita não recorrente (venda de jogadores).


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Por outro lado, o Flamengo viu uma queda de 7,36% no faturamento bruto, comparado aos números de 2023, ano em que, aliás, o time não conquistou nenhum título, o que diminuiu seus ganhos com premiação.

“Este patamar de receitas foi atingido em função da conquista da Copa do Brasil e do crescimento de receitas comerciais, que compensaram a queda nas receitas de matchday. No entanto, houve queda na receita com a venda de atletas, o que se refletiu na redução da receita bruta total em relação ao ano anterior”, explica o clube, no documento.

A arrecadação de bilheteria e do programa de sócio-torcedor ficou aquém do esperado, segundo o relatório rubro-negro.



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Mercado da bola

A receita não recorrente com venda de atletas também decepcionou. O Flamengo arrecadou apenas R$ 107 milhões nessas negociações na última temporada, o que representa o pior patamar dos últimos seis anos.

Houve queda de 66,35% em relação a 2023, quando o Flamengo ganhou R$ 318 milhões no mercado da bola.

A principal negociação foi no mercado doméstico. Pela transferência do volante  Thiago Maia ao Internacional, o clube levou € 4 milhões (equivalente a R$ 24,1 milhões na época em que o negócio foi fechado).

Por outro lado, houve um crescimento significativo dos investimentos para a compra de direitos federativos de jogadores: R$ 415 milhões em 2024. É o  maior montante dos últimos seis anos, com crescimento de 45% em relação ao ano anterior.

A contratação mais cara foi de Carlos Alcaraz (homônimo do tenista), que não chegou a se destacar e já foi negociado pelo clube. O meia argentino custou US$ 20 milhões (cerca de R$ 110 milhões na época).

Quanto às receitas recorrentes (sem considerar venda de jogadores), o Flamengo obteve uma arrecadação diversificada, dividida entre direitos de TV (R$ 454 milhões), direitos comerciais (R$ 420 milhões), matchday (R$ 244 milhões), premiação (R$ 132 milhões) e outros (R$ 110 milhões).

Custos

Os custos e despesas operacionais, porém, tiveram aumento de 15%, chegando a R$ 935 milhões. As despesas com pessoal, cuja principal conta é a folha salarial, representou 51% da arrecadação do total das receitas recorrentes.

O Ebitida (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) foi de R$ 271 milhões, com margem de 21% e queda de 16 pontos percentuais. Já o Ebitda recorrente (sem incluir receitas com venda de atletas) chegou a R$ 224 milhões, com margem de 19%.

Ao final do ano, o saldo em caixa foi de R$ 70 milhões, montante que não inclui arrecadação da Fla-Flu Serviços, empresa montada em parceria com o Fluminense para gerir o Estádio do Maracanã.

Dívidas

Os investimentos com compra de jogadores e para aquisição do terreno do Gasômetro, onde o clube pretende construir seu estádio, geraram um aumento do endividamento líquido operacional, que subiu de R$ 50 milhões para R$ 327 milhões.

Esse crescimento dos débitos fez com que a alavancagem, que mede a proporção entre a dívida e o Ebitda total chegasse a 1,2 vez.

Outro reflexo da redução do caixa e do maior investimento na aquisição de direitos federativos, foi que o capital circulante, ou seja, conjunto de recursos utilizados para pagar despesas operacionais e obrigações de curto prazo, foi negativo de R$ 182 milhões.

Investimento em atletas e em compra de terreno para estádio aumentou despesas na última temporada


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