A Fórmula 1 voltou às pistas na madrugada de quinta (5) para sexta-feira (6), com o primeiro treino livre para o Grande Prêmio da Austrália, que marcou o início da temporada 2026. É a primeira etapa de um ano que reserva mudanças de mídia e regulamento, além da concretização da categoria para além do automobilismo.
Nos últimos anos, a Fórmula 1 viu a audiência explodir ao redor do mundo, em um movimento potencializado pela viralização da série documental “Drive to Survive”, produzida em colaboração com a Netflix.
Mais do que elevar os números, a atração aproximou novos tipos de públicos à F1, como os jovens e as mulheres. A mudança na base de fãs tem mudado o posicionamento da categoria e ajudado seu impacto para além do esporte, avançando como um ativo de lifestyle.
Neste cenário, o ano de 2026 poderá marcar também a consolidação da Fórmula 1 como ativo a ser explorado por universos que transcendem o esporte.
Mídia
Para o público brasileiro, a Fórmula 1 passará por uma grande mudança midiática consequente da mudança dos detentores dos direitos de transmissão. Depois de ser exibida pela Band nas últimas 5 temporadas, a categoria passará a ser responsabilidade do Grupo Globo na televisão brasileira.
A principal mudança está relacionada à quantidade de corridas que serão transmitidas na TV aberta. Enquanto a Band exibia todas as 24 corridas, a Globo oferecerá 15 Grandes Prêmios, além de nove compactos com melhores momentos.
O Sportv, entre os canais por assinatura, por sua vez, transmitirá todas as 24 corridas da temporada, incluindo sprints, treinos classificatórios e 60 treinos livres.
No ambiente digital, o Globoplay oferecerá a programação da Globo gratuitamente e do Sportv mediante assinatura.
Comercial
A temporada de 2026 começará sem grandes novidades em relação aos acordos de patrocínio mantidos pela Fórmula 1. A categoria conta com 32 contratos comerciais, entre patrocinadores, parceiros e fornecedores, com três novidades para este ano: Standard Chartered, KitKat e Betway.
Entre os parceiros globais, estão Aramco, AWS, DHL, Heineken, Lenovo, LVMH, MSC Cruzeiros, Pirelli, Qatar Airways e Salesforce.
Allwyn, American Express, Barilla, Crypto.com, Globant, Las Vegas Convention and Visitors Authority, Liqui Moly, Nestlé (KitKat), Paramount+, Pepsico, Santander, Standard Chartered, PwC, Louis Vuitton, Moet Hennessy e Tag Heuer. As presença das três últimas são consequentes do acordo global com a LVMH.
McDonald’s, para América Latina e Caribe, e T-Mobile, para o Grande Prêmio de Las Vegas, entram como parceiros regionais. Por fim, Aggreko (energia), Puma (material esportivo) e Tata Communications (ecossistemas digitais), são fornecedores.
Na quinta-feira (5), a Fórmula 1 também anunciou seu primeiro acordo com uma casa de apostas. A Betway se tornou operadora oficial da categoria nos mercados da Europa, Oriente Médio e África, além de Canadá e México.
Os segmentos de tecnologia e telecomunicações lideram, com seis representantes. Na sequência vêm os ramos de finanças e indústria de alimentos e bebidas, ambos com cinco marcas. Logística, transporte e viagens têm uma marca cada.
Marcas de luxo também apostam na F1 como plataforma de exposição global. Neste universo, a presença de diferentes marcas é consequência de um acordo amplo com a LVMH. A partir desta parceria, Louis Vuitton, Tag Heuer e Moet Hennessy se fazem presentes na competição.
A Puma é a fornecedora de materiais esportivos da categoria, ainda que cada equipe tenha sua própria parceira neste ativo. A marca alemã também tem acordos com McLaren, Ferrari e Aston Martin.
Os setores automotivo e de energia, que já dominaram a categoria, estão represnetados em apenas quatro acordos. Os setores de turismo, mídia, loteria e apostas fecham a lista, também com uma marca cada.
Novas equipes
Entre as equipes que disputam o Campeonato de Construtores da Fórmula 1, haverá mudanças significativas. Depois de 10 anos com 22 carros e 10 escuderias, a categoria voltará a ter 11 times.
As novidades do grid ficam por conta da entrada da Cadillac e a chegada da Audi, que assume a antiga Sauber. A adição das montadoras à F1 demonstra sua força ao redor do mundo e, principalmente, o ganho de relevância nos EUA.
A Cadillac, equipe da General Motors (GM), terá os experientes Valteri Bottas e Sérgio Pérez como pilotos. No âmbito das parcerias, porém, o impacto não é tão grande até o momento, com apenas nove patrocinadores: TWG, Claro, Core Scientific, IFS, Jim Beam, Tenneco, Tommy Hilfiger, Pirelli e Alpinestars.
A Audi, por outro lado, chega à Fórmula 1 com maior consolidação de infraestrutura, já que herdou tudo que a Sauber possuía. Com isso, a equipe da marca alemã iniciará a temporada com maior número de patrocinadores.
O time, que terá carros pilotados por Gabriel Bortoleto e Nico Hulkenberg, fechou com 25 parceiros: Revolut (máster), Visit Qatar, Bp, Castrol, Adidas, Aleph, Nexo, NinjaOne, Gillette, World of Hyatt, Perk, Ic! Berlin, Libertex, ElevenLabs, Camozzi, Piquadro, Paulaner, Pirelli, Extreme Networks, Specialized, Bell, Jig Space, Glasurit, Mammoet e Sabelt.
Com isso, estima-se que a Fórmula 1 deverá ultrapassar US$ 3 bilhões em patrocínios na temporada de 2026, de acordo com projeções realizadas pela Ampere Analysis.
Enter os acordos que impulsionarão a concentração de investimentos, estão acordos de grandes calibre com empresas relevantes ao redor do mundo. A temporada de 2026 marcará, por exemplo, a entrada da Mastercard como patrocinadora máster da McLaren, enquanto a Visa ampliou o acordo com RedBull e Racing Bulls.
Destacam-se também a entrada do Nubank à categoria, como patrocinadora da Mercedes, que também acrescentou a Microsoft ao portfólio.
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Neste ano, a principal categoria do automobilismo mundial promove mudanças de mídia e regulamento, além de se firmar para além das pistas e autódromos
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