O relatório “Finance and Fintech in Formula 1: The 2026 Sponsorship Landscape”, da Fintech Branding Studio, trouxe um estudo sobre o número de empresas do setor financeiro, fintech e cripto estampadas nos carros da temporada 2026 da Fórmula 1. Ao todo, são 34. Em 2025, por sua vez, eram cerca de 20. Ou seja, houve um aumento de 70%. O estudo completo pode ser visto neste link.

Analisando as marcas, e onde elas estão, pode-se perceber algumas estratégias:
- Naming rights
O mercado financeiro passou a assumir o nome das equipes. A McLaren, por exemplo, elevou a Mastercard a dona dos naming rights, misturando pagamentos com cripto (OKX). A estreante Audi, por sua vez, já entrou no grid tendo o banco digital Revolut como patrocinador principal.
E ainda há o caso mais clássico, da Visa Cash App Racing Bulls, em que as marcas de pagamento são, literalmente, o nome (que acabou ficando relativamente grande) da equipe.
- Portfólio financeiro
Apesar de estarem no mesmo “guarda-chuva” financeiro, equipes como Williams, Aston Martin e Red Bull apostam em diversificar os subsetores. Em vez de dependerem de um único parceiro, elas equilibram bancos, meios de pagamento, plataformas de investimento (trading) e cripto.
A Red Bull, por exemplo, une a Visa (cartões) à gigante de fundos Carlyle (investimento corporativo) e à exchange Gate.io (cripto).
- Dinheiro tradicional x Aposta na web3
Outro ponto é o contraste entre as equipes. De um lado, a Mercedes foca no dinheiro “clássico” e na infraestrutura bancária, unindo gigantes como UBS, Nasdaq e o nosso Nubank (Nu), quase sem exposição a criptomoedas.
Do outro, a Alpine aposta alto no futuro digital, misturando investimentos de varejo (eToro) com forte presença em web3 e moedas virtuais (ApeCoin e BlockDAG).
Conclusão
Ao observar essas 34 marcas, percebe-se que o patrocínio B2B (aquele modelo de negócios em que as empresas vendem produtos ou serviços para outras empresas, em vez de consumidores finais) na F1 vai muito além da exposição na TV, com as empresas usando as corridas para ativações regionais focadas em abrir novos mercados e fechar negócios locais (networking corporativo).
Para o mercado cripto, também é uma tentativa de sair da antiga imagem de “disrupção” para se integrar ao mesmo espaço de empresas tradicionais e de setores bem regulados.
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Setores combinados contam com 34 aportes na temporada 2026, um aumento de 70% em relação ao ano passado
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