Gianni Infantino: Fifa avaliará possibilidade de Copa do Mundo com 64 países
A Copa do Mundo de 2026 é a primeira edição do torneio organizado pela Fifa com 48 países participantes. A entidade parece estar satisfeita com a expansão e, mais do que isso, de acordo com o presidente Gianni Infantino, avalia um novo aumento do número de equipes para o Mundial.
Em entrevista ao veículo suíço Bluewin, o mandatário avaliou positivamente a realização da Copa do Mundo com 48 seleções. Infantino exaltou a maneira como o formato cria novas oportunidades para países que antes nem sequer se classificavam ao torneio.
“O formato com 48 equipes foi um sucesso. Todas as equipes foram competitivas. Nações de todas as confederações marcaram gols e conquistaram pontos. Nove das 10 seleções africanas chegaram à fase eliminatória. Na Copa anterior, a África teve apenas cinco representantes. Isso demonstra exatamente por que era importante dar a mais países a oportunidade de participar”, disse o presidente da Fifa.
Mesmo com a edição de 48 países não ter terminado ainda, Infantino apontou que já existe a sugestão para que a Copa do Mundo passe a contar com 64 seleções, o dobro do que o Mundial de 2022, no Catar, teve.
“Algumas pessoas já sugerem. Certamente, essa é uma questão que será analisada após esta Copa do Mundo e discutida nos órgãos dirigentes da Fifa. Ao organizar uma Copa do Mundo, você a organiza para o mundo inteiro, não apenas para a Europa e a América do Sul, mas para todos os continentes. Todas as nações deveriam poder sonhar em jogar uma Copa do Mundo”, reforçou.
O entendimento de Gianni Infantino é de que expandir o número de países participantes na Copa do Mundo também significa incentivar o desenvolvimento do futebol ao redor do mundo.
Dentro de campo
A expansão da Copa do Mundo foi alvo de críticas de alguns dirigentes relevantes para o futebol mundial. Aleksander Ceferin, presidente da Uefa, por exemplo, afirmou que o formato faz com que a competição passe a ter jogos “completamente desinteressantes”.
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Do ponto de vista esportivo, o que se viu na prática foi seleções de pouca expressão conquistando resultados surpreendentes. Cabo Verde foi uma delas. A seleção africana, estreante em Copas, alcançou a segunda rodada, em que foi eliminada pela Argentina, uma das favoritas ao título mundial.
Curaçao, outro estreante, não chegou a avançar para as fases eliminatórias, mas fez história ao empatar com a Espanha na primeira rodada da Copa 2026.
A República Democrática do Congo, por sua vez, disputou o Mundial pela segunda vez. O país não jogava uma Copa desde 1972, quando ainda era Zaire. A equipe também passou da fase de grupos, com um empate contra Portugal, e chegou a sair na frente contra a Inglaterra na segunda fase, mas terminou eliminada.
Finanças
Financeiramente, a expansão da Copa do Mundo tende a potencializar os ganhos da Fifa. A entidade máxima do futebol faturou 5,3 bilhões de francos suíços, o equivalente a R$ 33,6 bilhões na cotação atual, com a edição de 2022.
A expectativa é que o faturamento da Copa do Mundo 2026 seja entre 13 e 14 bilhões de francos suíços, quase R$ 89 bilhões.
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Presidente da entidade vê expansão como incentivo ao desenvolvimento do futebol mundial
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