A Secretária de Cultura do Reino Unido, Lisa Nandy, anunciou que o governo abrirá uma consulta pública para debater a proibição de patrocínios de operadoras de apostas não licenciadas a equipes esportivas na Grã-Bretanha.
A medida visa fechar uma brecha na legislação atual que permite o avanço de marcas estrangeiras não regulamentadas no futebol inglês.
Como funciona a “brecha” do modelo white-label
Atualmente, operadoras que não possuem licença no Reino Unido conseguem patrocinar times britânicos por meio de parcerias white-label com empresas que são licenciadas na região.
O debate ganhou força em fevereiro de 2025, quando a Stake perdeu sua licença de operação no Reino Unido, mas pôde continuar patrocinando o Everton indefinidamente.
Clubes como Bournemouth, Sunderland e Wolverhampton Wanderers também mantêm acordos utilizando esse modelo.
Com a nova lei em vista, apenas empresas detentoras de uma licença britânica ativa teriam permissão para formar parcerias com clubes.
O governo deixou claro que os times não estão agindo de forma ilegal hoje, mas alertou para os riscos aos consumidores.
“Os torcedores merecem saber que os sites que utilizam são devidamente regulamentados. Não é certo que operadoras não licenciadas patrocinem nossos maiores clubes, atraindo fãs para plataformas que não atendem aos nossos padrões de proteção”, afirmou Nandy.
Ofensiva contra o mercado clandestino
A consulta pública, prevista para esta primavera europeia, ouvirá profissionais do esporte e da indústria de iGaming.
A medida integra uma ofensiva maior: em janeiro, o governo lançou uma Força-Tarefa contra Jogos Ilegais, que já trabalha ao lado de gigantes como Google, Mastercard, TikTok e Visa para barrar anúncios em redes sociais e bloquear pagamentos a sites clandestinos.
O fim do patrocínio máster e o futuro comercial
Toda essa reestruturação ocorre em um cenário de forte transição.
A partir do final da temporada 2025-26, o patrocínio de apostas na parte frontal das camisas será banido na Premier League.
Apesar dessa restrição, especialistas apontam que o futebol inglês continuará sendo uma vitrine valiosa.
As novas regras ainda permitirão a exibição de marcas nas mangas dos uniformes e nos painéis de LED dos estádios.
Para os operadores globais, a visibilidade internacional do torneio garante que as parcerias sigam atrativas, desde que, a partir de agora, se enquadrem no rigoroso licenciamento do país.
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