Governo estuda novas restrições para apostas online, afirma Alckmin

Vice-presidente falou em ‘dar mais um aperto’ após queixas do varejo sobre endividamento. Entidades do setor alertam para risco de fortalecer mercado ilegal.


Brasília.- O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo federal estuda novas restrições para o setor de apostas de quota fixa. A declaração foi feita durante uma reunião com lideranças do varejo brasileiro, em Brasília, na quinta-feira (19).

O encontro contou com a presença de representantes da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad) e da Associação Brasileira dos Atacadistas de Autosserviço (ABAAS). Um dos objetivos dos empresários foi agradecer ao governo pela aprovação de um projeto de lei que permite a instalação de farmácias dentro de supermercados.

Veja também: Reforma tributária deve elevar impostos sobre casas de apostas para 42% até 2033


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Ao longo da reunião, os varejistas também discutiram sobre a responsabilidade das plataformas de apostas na “redução das vendas e aumento do endividamento das famílias”, segundo o que publicou em suas redes sociais João Galassi, presidente da Abras. Após ouvir as queixas, Alckmin explicou que o governo pretende implementar novas medidas para reduzir o jogo excessivo.

Também em publicação na internet, Alckmin comentou sobre as temáticas abordadas no encontro. “Agradecer aqui essa reunião de trabalho. O Senado e a Câmara já aprovaram a lei que permite a farmácia no supermercado. Isso facilita a vida do consumidor. O presidente Lula deve sancionar a lei até terça-feira”, declarou.

“Conversamos também sobre a questão das bets. Elas não tinham regulamentação, era tudo clandestino. Então foi regulamentado, foi aplicado tributo, imposto, e vai ser dado mais um aperto aí pra gente evitar, esse jogo no celular, que é uma coisa muito preocupante, levando à ludopatia”, publicou Alckmin.

Entidades que representam as empresas de apostas online, como a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), defendem que restrições do setor, como elevar a carga tributária ou proibir publicidade, seriam prejudiciais ao país por desestimular as companhias legalizadas a continuar atuando no país.

Entre as consequências negativas está o crescimento do mercado ilegal de igaming. O mercado legalizado, segundo a entidade, representa uma cadeia econômica que tem potencial de criar cerca de 100 mil empregos diretos e indiretos no país. Entre as áreas que geram postos de trabalho, estão tecnologia, marketing, compliance, meios de pagamento, mídia, produção de conteúdo e patrocínio esportivo.

Uma eventual proibição de publicidade das bets poderia ainda gerar impactos econômicos em outras áreas. “Haveria impacto nos bilhões de reais investidos no esporte brasileiro e na cultura por meio de patrocínios a clubes, eventos, projetos, campeonatos e federações. Esses investimentos privados passaram, inclusive, a ocupar espaço anteriormente sustentado por recursos públicos”, afirma a ANJL.

Vice-presidente falou em ‘dar mais um aperto’ após queixas do varejo sobre endividamento. Entidades do setor alertam para risco de fortalecer mercado ilegal.

Brasília.- O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo federal estuda novas restrições para o setor de apostas de quota fixa. A declaração foi feita durante uma reunião com lideranças do varejo brasileiro, em Brasília, na quinta-feira (19).

O encontro contou com a presença de representantes da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad) e da Associação Brasileira dos Atacadistas de Autosserviço (ABAAS). Um dos objetivos dos empresários foi agradecer ao governo pela aprovação de um projeto de lei que permite a instalação de farmácias dentro de supermercados.

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Ao longo da reunião, os varejistas também discutiram sobre a responsabilidade das plataformas de apostas na “redução das vendas e aumento do endividamento das famílias”, segundo o que publicou em suas redes sociais João Galassi, presidente da Abras. Após ouvir as queixas, Alckmin explicou que o governo pretende implementar novas medidas para reduzir o jogo excessivo.

Também em publicação na internet, Alckmin comentou sobre as temáticas abordadas no encontro. “Agradecer aqui essa reunião de trabalho. O Senado e a Câmara já aprovaram a lei que permite a farmácia no supermercado. Isso facilita a vida do consumidor. O presidente Lula deve sancionar a lei até terça-feira”, declarou.

“Conversamos também sobre a questão das bets. Elas não tinham regulamentação, era tudo clandestino. Então foi regulamentado, foi aplicado tributo, imposto, e vai ser dado mais um aperto aí pra gente evitar, esse jogo no celular, que é uma coisa muito preocupante, levando à ludopatia”, publicou Alckmin.

Entidades que representam as empresas de apostas online, como a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), defendem que restrições do setor, como elevar a carga tributária ou proibir publicidade, seriam prejudiciais ao país por desestimular as companhias legalizadas a continuar atuando no país.

Entre as consequências negativas está o crescimento do mercado ilegal de igaming. O mercado legalizado, segundo a entidade, representa uma cadeia econômica que tem potencial de criar cerca de 100 mil empregos diretos e indiretos no país. Entre as áreas que geram postos de trabalho, estão tecnologia, marketing, compliance, meios de pagamento, mídia, produção de conteúdo e patrocínio esportivo.

Uma eventual proibição de publicidade das bets poderia ainda gerar impactos econômicos em outras áreas. “Haveria impacto nos bilhões de reais investidos no esporte brasileiro e na cultura por meio de patrocínios a clubes, eventos, projetos, campeonatos e federações. Esses investimentos privados passaram, inclusive, a ocupar espaço anteriormente sustentado por recursos públicos”, afirma a ANJL.

  


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