Indústria do esporte pode perder US$ 1,6 trilhão com mudança climática e sedentarismo, diz relatório

A indústria global do esporte gerou US$ 2,3 trilhões em receitas no último ano. No entanto, o setor corre o risco de perder até US$ 1,6 trilhão até 2050 devido à aceleração das mudanças climáticas e ao aumento do sedentarismo.

Os dados constam em um relatório produzido pelo Fórum Econômico Mundial em parceria com a consultoria Oliver Wyman.


As projeções indicam que as receitas do setor esportivo devem subir para US$ 3,7 trilhões em 2030, podendo alcançar US$ 8,8 trilhões em 2050.

Perdas

Apesar dos números pujantes, os fatores ambientais e sociais citados acima representam uma ameaça financeira considerável. Estima-se que, até 2030, a indústria possa deixar de arrecadar US$ 517 bilhões anuais.

Segundo o levantamento, quatro segmentos principais da economia esportiva geram US$ 2 trilhões em receita anual: ligas profissionais e de elite, esporte amador, empresas de material esportivo e turismo ligado ao esporte.


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Outras cinco indústrias conectadas — transmissão e streaming, games, nutrição, tecnologia vestível (wearables) e serviços esportivos — contribuem com US$ 300 bilhões adicionais.

Turismo

O turismo esportivo, apontado como a maior fonte de renda da indústria, deverá representar 60% do crescimento total da receita da economia esportiva até 2030. O gasto total neste segmento é estimado atualmente em US$ 672 bilhões.

Além do turismo, o crescimento do setor é moldado pela emergência do esporte como uma classe de ativos, pela consolidação do esporte feminino e pela expansão em economias emergentes.

“À medida que a economia esportiva global entra numa fase de crescimento acelerado, o seu sucesso a longo prazo dependerá cada vez mais das escolhas feitas hoje”, afirma o relatório.

““Posicionado na intersecção entre a estabilidade ambiental e a saúde da sociedade, o esporte tem tanto a responsabilidade quanto a oportunidade estratégica de liderar”, acrescenta o texto.

Aquecimento global

O documento alerta para os riscos climáticos diretos. O esporte gera cerca de 400 a 450 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano.

O aquecimento global ameaça a viabilidade de grandes eventos: o Fórum Econômico Mundial estima que apenas dez países terão neve suficiente para sediar os Jogos Olímpicos de Inverno até 2040.

Sedentarismo

Outro ponto de atenção é o crescente número de adultos incapazes de praticar exercícios regularmente, o que terá um impacto prejudicial no crescimento futuro do setor.

“Não reconhecer essa convergência acarreta o risco de superestimar os retornos futuros, ao mesmo tempo em que se subestimam os verdadeiros custos econômicos, ambientais e sociais da inação”, defende o estudo.

“Por outro lado, investimentos decisivos e integrados podem salvaguardar o bem-estar público e reforçar a resiliência e a competitividade a longo prazo do setor”, conclui o documento.

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Estudo do Fórum Econômico Mundial aponta que receitas do setor podem ser impactadas negativamente até 2050
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