Enquanto as partidas rolam nos gramados dos principais estádios dos Estados Unidos, do Canadá e do México, mais de 15 mil jornalistas do mundo acompanham de perto a Copa do Mundo e fazem a cobertura em tempo real. Mais do que transformar acontecimentos em notícias, a presença desses profissionais na competição é uma oportunidade para as marcas se destacarem.
Diferentemente de anos anteriores, o trabalho dos jornalistas não acaba junto ao apito final ou quando a câmera desliga. O celular na mão de todo mundo aproxima esses profissionais do público, que tem cada vez mais interesse em acompanhá-los nas redes sociais, ver os bastidores e conhecê-los além dos crachás das emissoras e dos jornais.
Uma pesquisa do Data-Makers mostra que 86% do público brasileiro usa as redes sociais para comentar ou publicar alguma coisa durante os jogos. Além disso, 54% acompanham as partidas em mais de uma tela. E as mulheres são a maioria do público consumidor.
Acompanhar jornalistas mulheres in loco cria uma sensação de identificação e proximidade. A audiência feminina quer saber quem são as jornalistas que trabalham na Copa, o que elas fazem fora dos jogos, como é a rotina e, principalmente, quais marcas consomem. E é nesse detalhe que o jogo para a publicidade muda.
Se antes existia uma separação entre criador de conteúdo e jornalista, nessa Copa do Mundo ficou evidente que essa fronteira não existe mais. As jornalistas continuam com seus trabalhos nos veículos tradicionais, com compromisso com a informação, mas, em paralelo, aproveitam a oportunidade da competição para criar uma comunidade e construir suas histórias pessoais. Para as marcas, isso representa uma oportunidade de estabelecer parcerias além da publicidade tradicional e se conectar com um público realmente engajado.
Para essas marcas, investir nas jornalistas que estão criando comunidade por meio das redes tem como resultado uma aproximação com públicos realmente interessados no nicho, que podem trazer um retorno sobre o investimento muito maior e mais rápido. Afinal, as campanhas contarão histórias reais e serão criadas por pessoas que realmente vivem as experiências que a marca deseja comunicar.
Se tem uma coisa que podemos aprender com a Copa do Mundo de 2026 é que a forma como o público acompanha as grandes transmissões mudou. A busca por conexão com quem está do outro lado da TV é cada vez maior. As pessoas querem acompanhar pessoas, e não veículos.
Nomes como Domitila Becker, Clara Albuquerque, Isabela Labate, Mariana Pereira e Tati Mantovani estão mudando o rumo da criação de conteúdo dentro do futebol e, durante a Copa, movimentando um mercado que durará mais tempo, muito depois que o apito final tocar.
O artigo acima reflete a opinião do(a) colunista e não necessariamente a da Máquina do Esporte
Isabela Daneluci é sócia da W Content e especialista em estratégia de conteúdo e marketing de influência e esportivo focado em atletas, jornalistas e criadores de conteúdo
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No Mundial de 2026, a cobertura jornalística migrou das transmissões tradicionais para as redes sociais, em que jornalistas mulheres também atuam como criadoras de conteúdo; essa mudança atrai um público altamente engajado e majoritariamente feminino, permitindo que as marcas alcancem maior retorno ao investir em conexões autênticas e pessoais
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