Justiça mantém bloqueio a atleta investigado em escândalo de apostas na NBA
Em liberdade sob fiança e aguardando o julgamento marcado para fevereiro, o armador Terry Rozier segue movimentando os bastidores do basquete.
Acusado de embolsar um suborno de US$ 100 mil para forjar uma lesão em uma partida contra o New Orleans Pelicans em março de 2023, o atleta é o foco central de um escândalo de apostas na National Basketball Association (NBA).
Enquanto o processo avança, a liga e o Charlotte Hornets pressionam judicialmente para que o jogador permaneça totalmente isolado do convívio com outros profissionais do esporte.
Qual o peso das restrições legais no escândalo de apostas na NBA
As regras atuais da fiança de Rozier proíbem qualquer interação com potenciais testemunhas e envolvidos no caso, permitindo contato apenas com familiares para assuntos não relacionados ou na presença de advogados.
O promotor federal Joseph Nocella Jr. formalizou o apoio a essa barreira, afirmando nos autos que “tanto a NBA quanto os Hornets apoiam a manutenção da cláusula de não contato”.
O argumento é que permitir a reintegração do atleta à rotina esportiva facilitaria o encontro dele com pessoas restritas em vestiários, clínicas e quadras de treino.
Destacando o risco de interferência, Nocella detalhou a posição oficial da promotoria:
“Embora o governo não se oponha a remover uma lista geral de não contato para os Hornets e, em vez disso, fornecer uma lista de indivíduos específicos da organização dos Hornets de 2023 com os quais o Sr. Rozier não deva ter contato, o governo se opõe a que o Sr. Rozier ou qualquer outro réu se comunique com testemunhas que não sejam da família fora da presença de um advogado.
O potencial de adulteração de testemunhas em tal cenário, particularmente com uma data de julgamento no horizonte, é alto e quase impossível para o governo ou a equipe de pré-julgamento monitorar e fiscalizar”.
Defesa do atleta alega retaliação e prejuízo financeiro
A equipe jurídica do jogador de 32 anos, que se declarou inocente das acusações de lavagem de dinheiro, fraude e suborno esportivo, tenta derrubar a proibição para que ele retome sua carreira.
O advogado Jim Trusty defendeu o cliente argumentando que, “na ausência de qualquer evidência de ação obstrucionista por parte do Sr. Rozier, a cláusula de não contato é de outra forma injustamente punitiva, pois o impede de participar de sua profissão escolhida como jogador da NBA”.
Dispensado pelo Miami Heat em abril e ainda sem clube, Rozier viu um árbitro decidir em maio que ele não deveria receber a maior fatia de um contrato de US$ 26,6 milhões para a temporada 2025-26, justamente por estar impedido de jogar.
Apontando interesse financeiro das franquias, Trusty fez duras críticas à condução do processo:
“A NBA e o Miami Heat têm 26 milhões de motivos para tentar usar as condições da fiança como uma desqualificação para Terry Rozier jogar basquete.
Mesmo antes de receber o título de ‘vítima’ por meio da mudança de um indiciamento substitutivo para Fraude de Serviços Honestos Privados, a liga implorava aos promotores federais que banissem o Sr. Rozier de ter contato com qualquer pessoa na NBA.
Como evidenciado pela carta do Governo ao Tribunal, os princípios da Lei de Reforma da Fiança estão sendo contornados pelo Governo, com um custo tremendo para a capacidade do Sr. Rozier de buscar emprego durante a pendência deste caso”.
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