Legisladores de Nova York iniciam sessão de 2026 com proposta para proibir apostas esportivas ao vivo

Quando os legisladores de Nova York se reuniram para a sessão legislativa de 2026 em 7 de janeiro, a política de jogos de apostas rapidamente emergiu como uma das áreas de debate mais ativas. Nesse contexto, eles apresentaram vários projetos de lei que abordam apostas esportivas, publicidade, proteção aos jogadores e expansão de cassinos online.

Entre as propostas, o Projeto de Lei A09343 da Assembleia Legislativa se destaca. A medida proibiria as apostas esportivas ao vivo em todo o estado, removendo um dos recursos mais populares das casas de apostas modernas; além disso, a deputada estadual Linda Rosenthal assinou a autoria e encaminhou o texto à Comissão de Corridas e Apostas da Assembleia.

O que o Projeto de Lei A09343 mudaria


O projeto de lei A09343 altera a Seção 1367 da Lei de Corridas, Apostas Mútuas e Criação de Cavalos de Nova York. Ainda assim, ele proibiria as casas de apostas esportivas licenciadas de aceitarem “apostas esportivas ao vivo” de qualquer pessoa localizada em Nova York.

A proposta também muda a definição legal de “apostas esportivas” para retirar as apostas ao vivo da lista de formatos permitidos. Dessa forma, as casas de apostas passariam a oferecer apenas apostas pré-jogo, como spreads, totais, moneyline e acumuladas feitas antes do início da partida.

O texto do projeto de lei prevê entrada em vigor imediata após a promulgação. Portanto, a mudança passaria a valer assim que a medida se tornasse lei.


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Por que as apostas ao vivo ganham relevância no debate

Apostas “ao vivo” são aquelas feitas depois que a partida já começou. Ao mesmo tempo, as probabilidades mudam continuamente conforme o que acontece durante o jogo, incluindo spreads e totais ao vivo, além de microapostas rápidas ligadas a lances individuais.

As apostas ao vivo se tornaram um motor relevante de receita para as casas de apostas esportivas modernas. Nos Estados Unidos (EUA), elas representam agora cerca de metade de todo o volume de apostas esportivas; por outro lado, em mercados europeus consolidados, esse índice ultrapassa os 60%, o que torna esse formato dominante.

Esse avanço ocorre, em parte, pelo design dos aplicativos de apostas esportivas. Eles destacam atualizações de probabilidades em tempo real, notificações push e liquidação rápida de apostas, incentivando apostas repetidas enquanto as partidas seguem em andamento.

Argumentos a favor e contra a proibição

Os defensores da proibição afirmam que esse ambiente de apostas de alta frequência pode acelerar o desenvolvimento de problemas com jogos de apostas. Assim, o modelo permitiria que jogadores tentem recuperar perdas ou façam dezenas de apostas em um único jogo.

Os críticos, porém, argumentam que retirar as apostas ao vivo enfraqueceria o mercado regulamentado. Em vez disso, eles avaliam que jogadores migrariam para sites estrangeiros ou plataformas não regulamentadas que continuam a oferecer mercados de apostas ao vivo.

Nova York aparece como o estado com maior faturamento em apostas esportivas. Em 2025, o estado registrou vários meses com mais de US$ 2 bilhões em volume de apostas.

Como a proposta se encaixa em uma iniciativa regulatória mais ampla

A proposta sobre apostas ao vivo integra uma onda mais ampla de projetos de lei sobre jogos de apostas. Esses textos chegaram antes da sessão de 7 de janeiro e seguem agora em votação nas comissões; além disso, outras medidas em tramitação incluem alterações sobre limites, direcionamento para tratamento e publicidade.

Eliminação dos limites de apostas

O deputado estadual Alex Bores apresentou um projeto de lei que impediria as casas de apostas esportivas de restringirem o acesso de jogadores bem-sucedidos ou com alto volume de apostas.

Encaminhamento para tratamento de problemas com jogos de apostas

A deputada estadual Carrie Woerner apresentou um projeto de lei que exige que as casas de apostas esportivas direcionem jogadores que buscam ajuda ao Escritório de Serviços e Apoio ao Vício do Estado de Nova York (OASAS). No entanto, a medida substitui o envio para provedores de tratamento privados que possam ter vínculos financeiros com as operadoras.

Restrições à publicidade

Um projeto de lei proibiria anúncios de casas de apostas esportivas durante transmissões esportivas ao vivo. Enquanto isso, outro texto proibiria tais anúncios entre 8h e 22h durante jogos ao vivo.

Essas propostas complementam uma lei de 2024 que já exige que todos os anúncios de jogos de apostas em Nova York incluam alertas sobre os efeitos viciantes e nocivos do jogo.

Jogos online e pôquer online também entram na pauta

Enquanto alguns legisladores buscam endurecer as regras de apostas esportivas, os legisladores de Nova York apresentaram projetos que ampliariam de forma drástica os jogos de apostas online.

No Senado, o senador estadual Joseph Addabbo Jr. apresentou uma medida que legalizaria os jogos de cassino online (iGaming).

Na Assembleia, Carrie Woerner apresentou um projeto semelhante sobre iGaming e, além disso, uma proposta separada para criar um arcabouço regulatório para o pôquer online. Essas abordagens paralelas mostram uma tensão crescente em Albany: os legisladores consideram expandir os jogos de apostas online e, ao mesmo tempo, buscam regulamentar as apostas esportivas com mais rigor.

O que vem a seguir

Todos os projetos de lei ligados a jogos de apostas permanecem em comissão para análise. Por fim, a proposta de proibição de apostas ao vivo tende a gerar debate amplo, com forte oposição de representantes do setor.

Se aprovado, o projeto de lei representaria uma das mudanças mais significativas no sistema de apostas esportivas de Nova York desde o lançamento das apostas móveis, reformulando a forma como milhões de apostadores interagem com as casas de apostas regulamentadas.

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