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Líderes da Câmara marcam reunião com Hugo Motta para discutir projetos que podem elevar tributação das bets

debate sobre apostas ilegais evidencia lacuna de dados no brasil

debate sobre apostas ilegais evidencia lacuna de dados no brasil

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PL Antifacção, que contempla a CIDE-Bets, é considerada prioridade para o governo.

Brasília.- Estão tramitando no Congresso dois projetos que podem impactar diretamente as empresas de apostas de quota fixa no país. Um deles é o Projeto de Lei 5.582/25, também chamado de PL Antifacção, e o outro é a Proposta de Emenda à Constituição 18/25, também conhecida como (PEC da Segurança). As duas propostas podem elevar a tributação do setor de igaming no Brasil.

De acordo com a Secretaria de Relações Institucionais (SRI), líderes da Câmara dos Deputados marcaram uma reunião com o presidente da Casa, o deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), para esta segunda-feira (23). O objetivo é definir datas para que as propostas sejam analisadas pelos legisladores.

Veja também: CIDE-Bets pode ser prejudicial para as bets legalizadas e estimular mercado ilegal, diz especialista

O PL Antifacção é considerado uma prioridade do governo federal e deve ser a primeira iniciativa a ser avaliada. O prazo inicial para apreciação do projeto encerrou no dia 9 de fevereiro e, por isso, a pauta da Câmara está trancada até que essa proposta seja votada em plenário.

O projeto de lei, que oficialmente é chamado de Marco Legal de Combate ao Crime Organizado, tem um trecho que impacta as empresas de apostas de quota fixa: a criação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico sobre apostas (CIDE-Bets). A nova taxa faria com que as operadoras de igaming tivessem de pagar 15% sobre cada aposta feita em suas plataformas. O relator do PL 5.582/2035 na Câmara será o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP).

O PEC da Segurança propõe que 6% da arrecadação das loterias, incluindo as apostas de quota fixa, seja direcionada para a segurança pública. Além disso, a proposição ainda prevê o pagamento retroativo de outros tributos, como IRPJ, CSLL, PIS e Cofins.

Esses possíveis novos impostos se somariam aos já existentes, como a alíquota de 13% sobre a receita bruta das apostas, o Gross Gaming Revenue (GGR). Além disso, as bets legalizadas no país já pagam PIS, Cofins e ISS, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e taxa mensal de fiscalização.

Para especialistas do setor, a alta carga tributária pode ter o efeito indesejado de fortalecer o mercado clandestino. Para Eric Brasil, diretor da LCA Consultores, mais impostos podem desestimular que os apostadores busquem casas de apostas legalizadas e procurem plataformas que não aplicam essa retenção na fonte.

“Se boa parte desses apostadores optar por apostas em casas clandestinas – e muitas vezes os apostadores não conseguem nem reconhecer essa ilegalidade – automaticamente você vai beneficiar essas casas de apostas clandestinas ilegais, que muitas vezes estão nas mãos do próprio crime organizado”, disse Eric à CNN.

PL Antifacção, que contempla a CIDE-Bets, é considerada prioridade para o governo.

Brasília.- Estão tramitando no Congresso dois projetos que podem impactar diretamente as empresas de apostas de quota fixa no país. Um deles é o Projeto de Lei 5.582/25, também chamado de PL Antifacção, e o outro é a Proposta de Emenda à Constituição 18/25, também conhecida como (PEC da Segurança). As duas propostas podem elevar a tributação do setor de igaming no Brasil.

De acordo com a Secretaria de Relações Institucionais (SRI), líderes da Câmara dos Deputados marcaram uma reunião com o presidente da Casa, o deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), para esta segunda-feira (23). O objetivo é definir datas para que as propostas sejam analisadas pelos legisladores.

Veja também: CIDE-Bets pode ser prejudicial para as bets legalizadas e estimular mercado ilegal, diz especialista

O PL Antifacção é considerado uma prioridade do governo federal e deve ser a primeira iniciativa a ser avaliada. O prazo inicial para apreciação do projeto encerrou no dia 9 de fevereiro e, por isso, a pauta da Câmara está trancada até que essa proposta seja votada em plenário.

O projeto de lei, que oficialmente é chamado de Marco Legal de Combate ao Crime Organizado, tem um trecho que impacta as empresas de apostas de quota fixa: a criação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico sobre apostas (CIDE-Bets). A nova taxa faria com que as operadoras de igaming tivessem de pagar 15% sobre cada aposta feita em suas plataformas. O relator do PL 5.582/2035 na Câmara será o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP).

O PEC da Segurança propõe que 6% da arrecadação das loterias, incluindo as apostas de quota fixa, seja direcionada para a segurança pública. Além disso, a proposição ainda prevê o pagamento retroativo de outros tributos, como IRPJ, CSLL, PIS e Cofins.

Esses possíveis novos impostos se somariam aos já existentes, como a alíquota de 13% sobre a receita bruta das apostas, o Gross Gaming Revenue (GGR). Além disso, as bets legalizadas no país já pagam PIS, Cofins e ISS, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e taxa mensal de fiscalização.

Para especialistas do setor, a alta carga tributária pode ter o efeito indesejado de fortalecer o mercado clandestino. Para Eric Brasil, diretor da LCA Consultores, mais impostos podem desestimular que os apostadores busquem casas de apostas legalizadas e procurem plataformas que não aplicam essa retenção na fonte.

“Se boa parte desses apostadores optar por apostas em casas clandestinas – e muitas vezes os apostadores não conseguem nem reconhecer essa ilegalidade – automaticamente você vai beneficiar essas casas de apostas clandestinas ilegais, que muitas vezes estão nas mãos do próprio crime organizado”, disse Eric à CNN.

  

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