Em entrevista ao canal ICL Notícias nesta quarta-feira (8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a manifestar o desejo de acabar com as apostas online no Brasil. Além disso, ele destacou a responsabilidade do Congresso Nacional e afirmou que está há duas semanas discutindo o tema com outros setores do governo federal.
“Se depender de mim, a gente fecha as bets. Obviamente, isso depende do Congresso Nacional, de discussão”, declarou. Em seguida, acrescentou: “Não é possível a gente continuar com essa jogatina desenfreada neste país”.
Lula também revelou que está há cerca de 15 dias debatendo novos encaminhamentos para o setor, regulamentado durante sua gestão, em janeiro de 2025. “Tenho discutido exatamente isso: se as bets causam o mal que a gente acha que causam, por que não acabar com elas? Ou, então, regular para que não haja tantas no Brasil, caso tenham alguma serventia.”
O presidente da República ainda minimizou o impacto dos patrocínios esportivos das marcas licenciadas. Contudo, em 2025, as empresas autorizadas investiram R$ 1,1 bilhão somente na Série A do Brasileirão. “Ah, o futebol não pode sobreviver sem as bets. Mas o futebol sobreviveu um século e meio sem as bets. Então, estamos tentando discutir isso”, ressaltou.
Lula criticou os ‘cassinos digitais’ em março
Vale lembrar que em março, em discurso referente ao Dia Internacional da Mulher, Lula defendeu o fim dos cassinos online. “Vamos trabalhar unindo Governo, Congresso e Judiciário para que esses cassinos digitais não continuem endividando as famílias e destruindo lares“, disse em pronunciamento em rede nacional.
Na ocasião, o portal iGaming Brazil conversou exclusivamente com representantes do setor licenciado para entender como o mercado reagiu às declarações e quais as preocupações diante da possibilidade de restrições à atividade.
Além do futebol, o ecossistema de iGaming movimentou diversas áreas e resultou em uma arrecadação de R$ 2,5 bilhões no apenas no primeiro bimestre de 2026, de acordo com a Receita Federal.
A atual secretária de Prêmios e Apostas (SPA), Daniele Correa Cardoso — órgão responsável pelo monitoramento e licenciamento das apostas online no Brasil — também foi questionada, em entrevista exclusiva ao portal, sobre as declarações do presidente feitas em março.
Ela explicou que “a SPA atua na implementação do marco legal vigente, especialmente no que diz respeito à regulamentação das apostas de quota fixa, nos termos da Lei nº 14.790/2023. Debates sobre eventuais alterações nesse marco são conduzidos no âmbito do Poder Executivo e do Congresso Nacional.
Nesse contexto, a atuação da SPA é técnica, oferecendo subsídios qualificados para a tomada de decisão, sempre com foco na proteção do consumidor-apostador, na proteção ao cidadão, na integridade do setor e na segurança jurídica”.
Daniela também destacou a importância da publicidade responsável das empresas licenciadas. “A comunicação das plataformas autorizadas cumpre um papel relevante na identificação do ambiente regulado pelo consumidor. A diferenciação entre operadores autorizados e não autorizados é um elemento importante, neste momento, para este mercado”, completou.
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