Macau sinaliza uma nova era de estabilidade para o setor de promotores de jogos (junkets) com a autorização de 29 operadores para atuar em 2026.
Embora o número represente um ligeiro aumento em relação aos 24 licenciados no início de 2025, ele ainda é apenas uma fração do que existia no auge de 2014, quando 235 empresas atuavam livremente no segmento.
Esse cenário reflete a consolidação de um mercado que foi praticamente dado como extinto por analistas após a rigorosa repressão de Pequim contra a corrupção e a saída ilegal de capitais.
Como a nova legislação redefine o modelo de negócios
A sobrevivência do setor ocorre sob regras muito mais rígidas que alteraram a natureza da operação.
O antigo modelo, marcado por salas VIP exclusivas e a concessão autônoma de crédito, ruiu após as prisões de figuras centrais como Alvin Chau (Suncity) e Levo Chan (Tak Chun), condenados a longas penas por crimes financeiros e associação criminosa.
Sob a atual lei de jogos, os operadores perderam sua autonomia financeira e operacional. Agora, eles podem ser parceiros de apenas uma concessionária de cassino por vez, estão proibidos de emitir crédito diretamente aos jogadores e não podem mais gerir suas próprias salas VIP.
Além disso, o lucrativo modelo de partilha de receitas deixou de existir, sendo substituído por uma comissão fixa de 1,25% sobre o giro de fichas.
O impacto econômico dessa mudança é visível nos balanços: enquanto o mercado de massa deve crescer entre 7% e 8% em 2026, segundo projeções do JP Morgan, a receita VIP, que já representou quase metade do faturamento de Macau, hoje responde por apenas 27,5% do total.
Migração para jurisdições menos reguladas
Dessa forma, com o cerco fechado em Macau, o fluxo de grandes apostadores começa a buscar novos destinos.
Especialistas do setor, como o advogado Luis Mesquita de Melo, apontam que parte da atividade está migrando para mercados com fiscalização mais branda, como o Vietnã.
Lá, operadores de turismo internacional atuam de forma semelhante aos antigos junkets de Macau, mas sem as mesmas amarras regulatórias, levantando novas preocupações sobre compliance.
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