O Comitê Olímpico do Brasil (COB) tem, entre suas missões, a necessidade de superar o desafio de ser comercialmente interessante em momentos em que não estão sendo disputados grandes eventos esportivos, como os Jogos Olímpicos.
A dificuldade também é enfrentada por confederações de esportes com menos expressão no Brasil. Pensando nisso, a entidade criou o Programa Olímpico de Patrocínio, que distribui verbas para entidades esportivas parceiras.
Em entrevista ao Maquinistas, podcast da Máquina do Esporte, Manoela Penna, diretora de comunicação, marketing e valores olímpicos do COB, detalhou a estratégia por trás da iniciativa, que passa pela intenção de gerar maior valor para os parceiros ao longo do ciclo olímpico.
“O primeiro caso que teremos, a partir de outubro, é a Caixa, nossa patrocinadora máster. Do valor que a Caixa paga ao COB, vamos dar praticamente 50% para as confederações, de uma forma bastante estruturada”, disse.
O valor que será repassado varia. As 32 confederações que estão há mais de dois anos no Programa Olímpicos dividirão R$ 20 milhões. Deste total, aquelas presentes desde Tóquio 2020 dividem R$ 10 milhões
“Na sequência, 25% desse montante, R$ 5 milhões, vão para as confederações que não têm bloqueio na categoria banco. Com isso, eu excluo todo mundo que tem a própria Caixa como patrocinadora ou algum concorrente do segmento.Vôlei, tênis, vela, ginástica e atletismo estão nessa situação”, detalhou a executiva.
“Essas 27 [confederações] vão entrar no contexto de entregas de conteúdos e ativações para a Caixa, através de placa em eventos, redes sociais, presença no site”, seguiu.
Restam, ainda, R$ 5 milhões, que serão repassados a partir da escolha da Caixa. A instituição indicará ao COB cinco confederações pelas quais tem maior interesse de ativações.
“A Caixa está nesse momento, fazendo os estudos para poder fechar e apontar quem ela quer”, apontou a Manoela Penna.
Além de beneficiar as entidades esportivas, o COB também potencializa o retorno do investimento feito pela Caixa. Sendo assim, se torna mais atrativo comercialmente.
“Para a Caixa, como patrocinadora, dá visibilidade, dá presença, constância e previsibilidade. O COB não realiza eventos com regularidade, então estamos unindo forças o tempo inteiro, entregando cada vez mais para o patrocinador”, exaltou a diretora de comunicação, marketing e valores olímpicos do COB.
“Chega a quase 2 milhões de reais para uma confederação, se ela estiver em todas as etapas. Quem ganha menos, vai ganhar quase R$ 400 mil. É um recurso importante. Acho que a gente divide a receita para todo mundo e ganha força ao falar com o patrocinador e entregar muito melhor para as marcas”, concluiu.
O episódio do Maquinistas, podcast apresentado por Erich Beting e Gheorge Rodríguez, com participação de Manoela Penna, diretora de comunicação, marketing e valores olímpicos do COB, estará disponível a partir de terça-feira (23), às 19h (horário de Brasília) no canal da Máquina do Esporte no YouTube:
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Em entrevista ao podcast Maquinistas, Manoela Penna, diretora de comunicação, marketing e valores olímpicos da entidade, detalhou iniciativa
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