Marco La Porta defende “postura propositiva” do COB em Brasília para desenvolver o esporte brasileiro

A relação institucional entre o Comitê Olímpico do Brasil (COB) e os poderes Executivo e Legislativo passa por uma revisão estratégica focada na antecipação de pautas. O objetivo da entidade é manter uma presença constante no Distrito Federal para apresentar projetos estruturantes, abandonando a antiga prática de buscar interlocução política apenas em momentos de crise ou ameaça de perda de receitas.

No Maquinistas, podcast da Máquina do Esporte, Marco La Porta, presidente do COB, explicou que a mudança de mentalidade busca estabelecer o esporte como uma ferramenta de desenvolvimento nacional contínuo.


“A gente precisa estar em Brasília de uma forma propositiva, não de uma forma reativa. Quando é que o esporte vai a Brasília? Quando querem tirar alguma coisa do esporte, quando vão perder alguma coisa. Não, a gente tem que ter presença constante, conversando com o Ministério da Educação, entendendo o esporte na escola, que a relação esportiva passa por isso”, afirmou.

Essa articulação visa a transformar o conceito de “Nação Esportiva” em um plano de Estado, que ultrapasse diferentes governos. A visão da diretoria é que o desenvolvimento do alto rendimento depende diretamente do fomento à base, especialmente nas escolas. 

“Eu não deveria, como Comitê Olímpico do Brasil, de acordo com o que está escrito no Plano Nacional de Desporto, estar fazendo social, estar fazendo desenvolvimento”, apontou o dirigente.


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“O COB é para cuidar do alto rendimento, mas se eu não estiver aqui embaixo, eu não tenho alta performance. A cadeia alimentar precisa funcionar para mim. Então, preciso movimentar isso”, ponderou.

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Pautas

Entre as prioridades estão a análise dos impactos da reforma tributária no setor e a tentativa de reverter vetos na Lei Geral do Esporte (LGE), especificamente no que tange à isenção fiscal para a importação de equipamentos, além de uma revisão sobre a tributação dos recursos das loterias.

“A questão do veto à Lei Geral do Esporte, que dava a isenção para importação de material esportivo, é fundamental. A Lei das Loterias nos dá R$ 450 milhões por ano, mas a gente tira 30% de imposto, então não faz sentido. A gente precisa ter essas ações para poder trabalhar cada vez mais e ir construindo pouco a pouco”, avaliou La Porta.

A estratégia de aproximação também busca alterar a imagem do segmento dentro do Congresso Nacional. O trabalho tem sido utilizado como cartão de visitas para demonstrar aos parlamentares e órgãos de controle que as confederações são ambientes seguros e profissionais para o investimento de emendas e recursos públicos.

“Se você olhar para trás, nos últimos anos, quantos escândalos de confederação vocês viram? Acabou. Por quê? Porque hoje os controles e os gestores são melhores, os controles são maiores. Então, dificilmente hoje vai acontecer escândalo como acontecia antigamente. Pode ter um mau gestor que erre, mas eu lhe asseguro que 90% das confederações são bem geridas”, enfatizou o presidente do COB.

Novos recursos

A estratégia de articulação política do Comitê Olímpico do Brasil (COB) em Brasília também ganhou um novo foco com a PEC 44/2024, que trata do financiamento do esporte e está atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados.

A proposta sugere a destinação obrigatória de 3% das emendas parlamentares para o esporte, o que representaria um aporte financeiro superior ao arrecadado atualmente via Lei das Loterias.

“Se esse projeto passar, muda o esporte brasileiro. Isso dá R$ 750 milhões, é quase o dobro do que a gente ganha com a loteria”, exaltou Marco La Porta, durante o Maquinistas.

Apesar de liderar a articulação em favor do projeto, o presidente do COB enfatizou que o objetivo não é concentrar esses novos recursos no caixa do COB.

“Eu não quero isso para o COB. Faz projeto de desenvolvimento, carimba essa emenda de alguma forma que possa chegar em quem precisa hoje. É isso que a gente fala, e me coloquei à disposição”, concluiu o mandatário.

O podcast Maquinistas, apresentado por Erich Beting e Gheorge Rodriguez, com a participação de Marco La Porta, presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), estará disponível a partir da próxima terça-feira (10), às 19h (horário de Brasília), no canal da Máquina do Esporte no YouTube.

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Presidente da entidade afirmou que a estratégia deve ser apresentar projetos e não apenas reagir a cortes de verbas no Congresso
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