Mercado de apostas vive ajuste de rota focado em conversão, e não estouro de bolha, avalia Ricardo Padoveze

O Brasileirão 2026 começou com uma queda no número de times com patrocínio máster de casas de apostas, de 18 para 12. A mudança gerou o debate sobre a possibilidade de um “estouro de bolha” dos acordos inflacionados pelos investimentos das bets.

Para Ricardo Padoveze, executivo de negócios de esporte e entretenimento, porém, o movimento não indica o início de uma falência desta tendência. Ao podcast Maquinistas, da Máquina do Esporte, o especialista analisou que o setor não enfrenta uma crise de liquidez, mas sim uma mudança estratégica de maturidade.


“O pessoal fala que a bolha estourou. Eu não sei se necessariamente estourou, se o dinheiro está acabando. Não acho que seja nada disso. Eu acho que, de fato, é um ajuste de rota”, opinou.

“As marcas estão operando há algum tempo no Brasil e tiveram um momento inicial em que precisaram comprar espaço no mercado, sua participação. Isso foi feito através de visibilidade e reconhecimento de marca”, seguiu.

No entendimento do executivo, o ciclo de investimento massivo voltado apenas para a visibilidade cumpriu seu papel. Agora, as casas de apostas exigem que os contratos de patrocínio entreguem métricas de negócio mais sofisticadas.


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“Acho que os modelos estão se afinando. Contratos de patrocínio que consigam entregar o viés da conversão e da geração de negócio de um jeito mais afinado talvez ditem esse novo rumo. Os clubes estão percebendo que precisam entregar mais conversão, precisam entregar o composto do patrocínio mais bem resolvido”, avaliou Padoveze.

Novos destinos

A mudança de diretriz não significa, necessariamente, uma queda brusca nos valores dos contratos, mas sim uma exigência maior de contrapartidas. Padoveze acredita que o dinheiro continuará sendo injetado no ecossistema, desde que os clubes saibam vender ativos que gerem os retornos esperados.

Além da cobrança por eficiência, o “ajuste de rota” das casas de apostas passa pela diversificação de territórios. Embora o futebol continue sendo o ambiente natural para esse produto, a saturação do espaço pode levar as marcas a buscarem outros públicos.

“Apostas esportivas são muito endêmicas do futebol, é quase como material esportivo. Mas acredito muito que as marcas têm que estar em outros territórios também, não só no esporte”

“Elas podem buscar um caminho em entretenimento, cultura e eventos. Você pode construir marca em territórios diferentes, atingir novos públicos e fugir um pouco daquele heavy user de apostas”, analisou o executivo.

O podcast Maquinistas, apresentado por Erich Beting e Gheorge Rodriguez, com a participação de Ricardo Padoveze, executivo de negócios de esporte e entretenimento, estará disponível a partir de terça-feira (3), às 19h (horário de Brasília) no canal da Máquina do Esporte no YouTube:

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