Mercado Livre é único parceiro a acionar Conmebol após racismo contra Luighi

O Mercado Livre foi o único parceiro comercial da Conmebol a acionar a entidade pelo crime de racismo sofrido pelo atacante Luighi, ocorrido na última quinta-feira, em partida entre Palmeiras e Cerro Porteño pela Libertadores Feminina.

Questionados pela Máquina do Esporte, a maioria dos patrocinadores e parceiros da entidade não se manifestou sobre o crime sofrido pelo atacante palmeirense em jogo disputado na quinta-feira passada (6).Também foi perguntado se os patrocinadores e parceiros da entidade estavam de acordo com as punições estabelecidas pela Conmebol ao Cerro Porteño após o crime.


Um torcedor do Cerro Porteño imitou macaco para o atacante palmeirense segurando uma criança no colo. Outro torcedor deu uma cusparada em direção ao jogador, que havia acabado de ser substituído. O atacante denunciou o caso para a arbitragem, que se recusou a agir.

Nenhum protocolo antirracista foi realizado durante a partida. O atacante ainda teve que denunciar o crime que havia sofrido a um repórter, que ignorou o fato e o questionou sobre o jogo.

Três dias após a partida, a Conmebol divulgou as punições ao Cerro Porteño. O clube levou multa de US$ 50 mil a ser paga em até 30 dias, ter que jogar o resto da competição com portões fechados (o time faria apenas mais um jogo no torneio) e publicar uma campanha contra o racismo em suas redes sociais.


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Palmeiras e CBF afirmaram que irão recorrer à Fifa cobrando punição mais rigorosa. Na segunda-feira (10), antes da semifinal do Paulistão contra o São Paulo, Leila Pereira, presidente do time paulista, chegou até a aventar a possibilidade de os times brasileiros jogarem os torneios da Concacaf. A sugestão, porém, dificilmente será posta em prática.

Mercado Livre

O Mercado Livre, principal marketplace de e-commerce do Brasil, foi a patrocinadora da Conmebol a dar resposta mais contundente. A empresa argentina, que tem aumentado seus investimentos em marketing esportivo no país, condenou mais esse caso de discriminação contra um atleta negro.

“Repudiamos qualquer forma de racismo e reforçamos que atitudes como as vistas na Libertadores Sub-20 não podem ter lugar no futebol ou em nossa sociedade”, afirmou a patrocinadora.

Recentemente, a empresa adquiriu os naming rights do Mercado Livre Arena Pacaembu, reinaugurado no início do ano com a final da Copa São Paulo de Futebol Júnior, justamente o mais tradicional torneio sub-20 do país.

Além de condenar mais um crime de racismo no futebol, o Mercado Livre contou que acionou a Conmebol sobre o assunto.

“Acionamos a Conmebol para reforçar que o Mercado Livre está comprometido com valores inegociáveis de respeito a todos, e seguimos firmes no apoio à construção de um ambiente esportivo justo”, afirmou a empresa.

Respostas

Após serem inquiridos sobre o tema, nove empresas com relações comerciais com a Conmebol não se posicionaram sobre o crime ocorrido na Libertadores Sub-20. Coca-Cola, Crypto.com, Mapfre, Mastercard e TCL (patrocinadores); Absolut Sport, DHL e Powerade (parceiros) e Panini (licenciado) não comentaram o assunto.  

Entre os que responderam, a maioria condenou mais um caso de racismo, com mensagem de apoio a Luighi. No entanto, ignoraram a pergunta sobre a falta de ação efetiva da Conmebol para coibir novos crimes de racismo em suas competições.

“Nós, da Hyundai Brasil, não compactuamos com atos de racismo e somos solidários com o Luighi”, informou laconicamente a montadora sul-coreana.

“A Puma se solidariza com o atleta Luighi e todos seus companheiros que estão disputando a competição pelo Palmeiras. A Puma reitera seu repúdio aos atos racistas e reforça que se trata de um crime que não pode passar impune”, informou a marca de material esportiva, parceira da Conmebol e do Palmeiras.

“Lamentamos mais um episódio de racismo no futebol e reforçamos a importância de lutarmos contra qualquer tipo de discriminação”, disse a Amstel, marca de cerveja da Heineken que é uma das patrocinadoras da Conmebol.

A Máquina do Esporte não conseguiu o contato de Bwin e EA Sports para questioná-las sobre o assunto. Caso alguma empresa decida se manifestar, esse texto será atualizado.

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Questionadas, multinacionais como Coca-Cola, Mapfre, Mastercard e TCL não se pronunciaram sobre o caso
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