O México apresentou um novo projeto de lei com o objetivo de endurecer severamente as restrições à publicidade de apostas online durante as transmissões esportivas ao vivo.
O deputado federal Jericó Abramo Masso, autor da proposta, argumentou que as atuais promoções de apostas criam expectativas irreais e vendem a ilusão do “dinheiro fácil”.
O parlamentar alertou que essa narrativa comercial prejudica o desenvolvimento dos jovens e impulsiona o jogo compulsivo.
A pressão regulatória também refletiu a insatisfação de associações de pais, que denunciam a exposição contínua de crianças a anúncios que normalizam as apostas no meio da programação esportiva diária.
Como funcionará o veto de horário e a aprovação governamental
O escopo do projeto não proíbe a operação comercial das empresas, mas impõe um bloqueio rigoroso.
As campanhas publicitárias só poderão ser veiculadas fora dos horários de classificação familiar.
Essa restrição se aplicará simultaneamente às redes de televisão aberta e por assinatura, reduzindo a flexibilidade de mídia das operadoras de iGaming.
Além disso, todo material publicitário exigirá aprovação prévia da Secretaria de Governo (SEGOB), o braço executivo federal de segurança interna
As marcas deverão incluir alertas de jogo responsável e remover estímulos ao excesso.
Esse movimento tenta corrigir uma defasagem histórica, já que o país ainda se baseia em uma lei de 1947.
Enquanto os Estados Unidos e o Canadá operam mercados regulados em níveis subnacionais, e Belize conta com um ambiente legalizado desde 2000, o México busca atualizar suas diretrizes para evitar a proliferação do mercado parelalo, problema que afeta a vizinha Guatemala.
Como a Copa do Mundo pode alavancar ainda mais o setor
A urgência na tramitação da lei é diretamente motivada pela Copa do Mundo 2026.
O México fará história ao sediar a competição masculina pela terceira vez, dividindo as operações com os Estados Unidos e o Canadá.
Analistas e legisladores projetam que o evento global causará um aumento exponencial no engajamento dos fãs, alavancando ainda mais o setor de apostas por meio de um fluxo recorde de transações financeiras e da aquisição em massa de novos usuários.
Como a competição transformará o país em um epicentro de liquidez para as operadoras, o governo quer implementar esse teto regulatório rígido antes do torneio, impedindo que as empresas explorem o pico de audiência sem políticas de prevenção sociais adequadas.
O projeto agora avança para as comissões legislativas para análise técnica e precisará da aprovação da Câmara dos Deputados, do Senado e da sanção presidencial para entrar em vigor.
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