O ex-presidente Michel Temer afirmou, em entrevista ao Frente a Frente, do Canal UOL, que hoje vê com reservas o decreto assinado no fim de 2018 para permitir as bets no Brasil. Ao tratar do tema, ele defendeu uma regulamentação mais rígida e fiscalização reforçada para o mercado.
Na primeira menção sobre o assunto, Michel Temer, ex-presidente da República, afirmou: “Eu não aplaudo aquele meu ato.”
Segundo Temer, ele já havia revisto outros decretos em momentos anteriores, sempre que considerava necessário corrigir decisões. Além disso, disse que não tinha compromisso com o erro e citou uma frase que atribuiu ao ex-presidente Juscelino Kubitschek.
Nesse contexto, apresentou sua avaliação atual sobre o ato assinado no encerramento de seu governo.
Questionado sobre os efeitos das apostas na vida das famílias brasileiras e na economia, Temer declarou que esperava uma regulamentação posterior para a atividade. No entanto, isso não ocorreu naquele momento.
O decreto foi editado no fim de seu mandato, enquanto o mercado continuou sem regras específicas durante o governo seguinte.
O que Temer disse sobre o decreto das bets
De acordo com o ex-presidente, a regulamentação do setor só foi concluída em 2023, já no governo Lula. No entanto, a legislação específica para o setor foi formalizada em janeiro de 2025. Dessa maneira, Temer relacionou parte do cenário atual à ausência de normas posteriores ao decreto.
Ao longo da entrevista, ele evitou usar a palavra arrependimento para definir sua posição. Ainda assim, avaliou que a medida não trouxe utilidade ao país. Em seguida, voltou a defender maior presença do poder público na organização do setor.
Na segunda citação sobre o tema, Temer declarou: “Eu confesso que não é útil para o país”.
Como o ex-presidente explica a decisão tomada em 2018
Ao detalhar o momento da assinatura do decreto, Temer afirmou que a resistência à legalização de cassinos era significativa. Por isso, a autorização das bets no Brasil lhe pareceu, naquele contexto, uma solução menos ampla. Assim, ele classificou a escolha como um caminho intermediário.
“Havia uma tentativa muito grande de instituir cassinos no país, e a resistência era muito grande. A fórmula intermediária que me pareceu adequada naquele momento foi autorizar? Um mal menor. Foi isso que me levou a assinar naquele período.”
Posteriormente, o ex-presidente afirmou que o cenário atual exige regras mais rigorosas e fiscalização específica para combater o jogo ilegal. Ao mesmo tempo, destacou que o acesso pelo celular ampliou o alcance das apostas.
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