A temporada 2026 da Major League Soccer (MLS) começará no próximo sábado (14) em um cenário financeiro de forte expansão financeira no topo da tabela, evidenciado pela consolidação do Inter Miami como a principal força comercial da liga.
Impulsionada pela presença de grandes nomes do futebol mundial e pela iminência da Copa do Mundo na América do Norte, a competição vive um momento de transição de calendário e de acordos de transmissão, ao mesmo tempo em que precisa gerenciar uma crescente disparidade de receitas entre suas franquias.
Segundo dados calculados pelo veículo especializado norte-americano Sportico, o valor coletivo das 30 equipes da liga alcançou a marca de US$ 23 bilhões, com uma média de US$ 767 milhões por clube. Os números representam um crescimento de 6% em relação ao ano anterior.
Esse avanço, porém, está concentrado nos clubes mais ricos. O Inter Miami assumiu a liderança do ranking com uma avaliação de US$ 1,45 bilhão, registrando a maior alta da liga, com 22%. O Los Angeles FC aparece logo em seguida, valendo US$ 1,4 bilhão, um aumento de 9%.
Por outro lado, o terço inferior da liga cresceu apenas 2% em média, e equipes como San Jose Earthquakes, Vancouver Whitecaps e CF Montreal registraram queda em seus valores de mercado.
Disparidade
O impacto dessa divisão financeira é expressivo quando comparado a outros esportes norte-americanos. O Inter Miami vale hoje 3,4 vezes mais do que o Montreal, avaliado em US$ 430 milhões. Essa diferença supera as margens de disparidade encontradas na NBA e na NFL.
Apesar desse desnível, o faturamento global da liga tem se mostrado robusto. Na última temporada, as franquias geraram um total estimado de US$ 2,5 bilhões, resultando em uma média de US$ 83 milhões por clube, impulsionadas pelo aumento no preço dos ingressos, vendas de áreas premium e um salto de mais de 10% nas receitas de patrocínio.
Comercialmente, o Inter Miami atua em um patamar acima do restante da liga. A equipe ultrapassou os US$ 200 milhões em receitas locais no último ano, e a expectativa é de que alcance a marca de US$ 250 milhões em 2026, impulsionada pela inauguração de seu novo estádio de 25 mil lugares, que faz parte de um complexo de US$ 1 bilhão.
O sucesso do time liderado por Lionel Messi, aliado a outros destaques comerciais como a presença de Son Heung-Min no Los Angeles FC e a estreia do San Diego FC, avaliado em US$ 765 milhões em seu primeiro ano, mostram o potencial de teto da liga.
Mudanças
Para sustentar e ampliar esse crescimento, a MLS projeta mudanças estruturais importantes em sua operação. A mais significativa é a alteração do calendário, que a partir de 2027 passará a seguir o modelo adotado pela Fifa e pelas ligas europeias, começando no final do verão no Hemisfério Norte e terminando em maio.
A medida busca evitar o choque direto de audiência com a temporada regular do futebol americano no outono e facilitar a integração com a janela de transferências do mercado internacional.
Paralelamente, o modelo de transmissão também passou por ajustes. O acordo com a Apple foi revisado, com o término antecipado para 2029 e a eliminação do formato de assinatura fechada do MLS Season Pass.
O objetivo da liga e das equipes com o fim dessa barreira de pagamento é aumentar a audiência, o que pode elevar o valor dos patrocínios. Pelos termos atuais, a MLS receberá US$ 200 milhões com a temporada 2026.
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Valor coletivo das equipes da liga alcançou US$ 23 bilhões, enquanto a competição enfrenta disparidade de receitas entre as franquias
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