Para o jornalista a Seleção deixou de estar entre as melhores
A Seleção Brasileira passará mais quatro anos sem conquistar o título na Copa do Mundo. A equipe já vinha de um jejum de duas décadas sem ser campeão do torneio. Ao falar da eliminação brasileira na Copa no Qatar é fácil lembrar daquele vacilo que culminou no gol da Croácia faltando apenas alguns instantes para o fim da prorrogação e assim atribuir ao azar a culpa pela seleção tida como favorita fracassar nas quartas de final.
Mas para o jornalista Perrone, o problema da equipe canarinho não é pontual, na verdade o fracasso do Brasil no Qatar demonstra a decadência da Seleção desde o penta. “É resultado de uma defasagem que foi engordando com o tempo. Entender que a eliminação no Qatar diante da Croácia, nos pênaltis, foi um acidente, só ajudará a aumentar a distância entre o Brasil e os melhores. A Seleção Brasileira caiu nas quartas de final porque não estava bem preparada. Os fatos de a equipe de Tite ter atuado com dois jogadores fora de suas posições originais nas laterais e de Neymar não ter chegado a cobrar seu pênalti mostram um pouco desse despreparo.”, avaliou.
Para Perrone, a Seleção deixou de estar entre as melhores do Mundo. “Acreditar que o Brasil rodou apenas por causa de um lance de desatenção na prorrogação e por falta de sorte nos pênaltis ajuda a mascarar a fragilidade atual da Seleção Brasileira. Para se reerguer, o time controlado pela CBF precisa entender que não está mais entre os melhores. Deve encarar seus defeitos e suas limitações. Não pode continuar achando que tem os melhores jogadores do mundo e que com um pouco de sorte o hexa logo virá. Também não deve repetir o erro de avaliar que o desempenho nas Eliminatórias da Copa serve para medir a sua força no cenário mundial.”
Fim de jogo.
A Seleção Brasileira batalhou até o fim, mas foi eliminada, nos pênaltis, pela Croácia.
Agradecemos pelo apoio de todos vocês. Seguimos juntos! �� pic.twitter.com/Xf5y9arQ3O
— CBF Futebol (@CBF_Futebol)
December 9, 2022
Ainda de acordo com o jornalista, para retornar a ter sucesso na Copa, o Brasil precisa reconhecer que não está mais entre as melhores. “Adotar o favoritismo e “colar” a sexta estrela antes da hora, como fez Neymar, não é o caminho. Para se reerguer, o Brasil precisa jogar como quem sabe que não está entre os melhores. Isso significa ter mais aplicação tática, organização, concentração e fome. Continuar se achando uma das melhores seleções sem ser, manterá a equipe brasileira presa numa bolha desconectada da realidade. Dentro dela, será impossível voltar a brilhar.”, concluiu.
Para o jornalista a Seleção deixou de estar entre as melhores A Seleção Brasileira passará mais quatro anos sem conquistar o título na Copa do Mundo. A equipe já vinha de um jejum de duas décadas sem ser campeão do torneio. Ao falar da eliminação brasileira na Copa no Qatar é fácil lembrar daquele vacilo que culminou no gol da Croácia faltando apenas alguns instantes para o fim da prorrogação e assim atribuir ao azar a culpa pela seleção tida como favorita fracassar nas quartas de final.
Mas para o jornalista Perrone, o problema da equipe canarinho não é pontual, na verdade o fracasso do Brasil no Qatar demonstra a decadência da Seleção desde o penta. “É resultado de uma defasagem que foi engordando com o tempo. Entender que a eliminação no Qatar diante da Croácia, nos pênaltis, foi um acidente, só ajudará a aumentar a distância entre o Brasil e os melhores. A Seleção Brasileira caiu nas quartas de final porque não estava bem preparada. Os fatos de a equipe de Tite ter atuado com dois jogadores fora de suas posições originais nas laterais e de Neymar não ter chegado a cobrar seu pênalti mostram um pouco desse despreparo.”, avaliou.
Para Perrone, a Seleção deixou de estar entre as melhores do Mundo. “Acreditar que o Brasil rodou apenas por causa de um lance de desatenção na prorrogação e por falta de sorte nos pênaltis ajuda a mascarar a fragilidade atual da Seleção Brasileira. Para se reerguer, o time controlado pela CBF precisa entender que não está mais entre os melhores. Deve encarar seus defeitos e suas limitações. Não pode continuar achando que tem os melhores jogadores do mundo e que com um pouco de sorte o hexa logo virá. Também não deve repetir o erro de avaliar que o desempenho nas Eliminatórias da Copa serve para medir a sua força no cenário mundial.”
Fim de jogo. A Seleção Brasileira batalhou até o fim, mas foi eliminada, nos pênaltis, pela Croácia. Agradecemos pelo apoio de todos vocês. Seguimos juntos! �� pic.twitter.com/Xf5y9arQ3O — CBF Futebol (@CBF_Futebol)
December 9, 2022
Ainda de acordo com o jornalista, para retornar a ter sucesso na Copa, o Brasil precisa reconhecer que não está mais entre as melhores. “Adotar o favoritismo e “colar” a sexta estrela antes da hora, como fez Neymar, não é o caminho. Para se reerguer, o Brasil precisa jogar como quem sabe que não está entre os melhores. Isso significa ter mais aplicação tática, organização, concentração e fome. Continuar se achando uma das melhores seleções sem ser, manterá a equipe brasileira presa numa bolha desconectada da realidade. Dentro dela, será impossível voltar a brilhar.”, concluiu.
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